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- ZILDA MAYO

Foto:
cena de "Pecado Horizontal" (1982),
de José Miziara
Nos anos 70, os filmes produzidos na
Boca do Lixo em São Paulo, muitos deles conhecidos como pornochanchadas –
filmes eróticos, sobretudo comédias - revelaram um elenco extraordinário de
atrizes, muitas delas musas absolutas do gênero. Como a paulista Zilda Mayo.
Zilda Mayo começou sua carreira
atuando em comerciais de TV na década de 70. E na telinha, participa de
programas de Sílvio Santos e Ronald Golias. Sua estréia no cinema se dá em
1976, no episódio “O Furo”, de José Miziara, do longa “Niguém Segura
Essas Mulheres”. Começa aí uma das maiores trajetórias do cinema
brasileiro, cerca de 40 filmes, com várias produções por ano. Zilda Mayo
torna-se uma das musas da Boca do Lixo, atuando com alguns de seus maiores
cineastas: Jean Garret, Carlos Reichenbach, John Doo, Ody Fraga, entre outros.
Zilda Mayo atua também no teatro e na
televisão – participa de especiais e novelas como “Casa de Pensão”
(1982), “Filhos do Sol” (1991), “Irmã Catarina” (1996) e “ O Olho da
Terra” (1997). Sua carreira cinematográfica se estende até a década de 80.
Entre tantos filmes, está seu encontro com o grande cineasta Carlos
Reichenbach, com quem atua no clássico “A Ilha dos Prazeres Proibidos” e no
episódio “Rainha do Fliperama” do longa “As Safadas”.
- “Ninguém Segura Essas Mulheres”
(1976), episódio de José Miziara;
- “Possuída pelo Pecado” (1976), de Jean Garret;
- “Excitação” (1977), de Jean Garret;
- “Presídio de Mulheres Violentadas” (1977), de Luiz Castellini, Oswaldo de
Oliveira e Antonio Pólo Galante;
- “Noite em Chamas” (1977), de Jean Garret;
- “Internato de Meninas Virgens” (1977), de Oswaldo de Oliveira;
- “Escola Penal de Meninas Violentadas” (1977), de Antonio Meliande;
- “Fugitivas Insaciáveis” (1978), de Oswaldo de Oliveira;
- “Ninfas Insaciáveis” (1978), de John Doo;
- “Matador Sexual” (1979), de Tony Vieira;
- “Liberdade Sexual” (1979), de Wilson Rodrigues;
- “A Dama do Sexo” (1979), de Wilson Rodrigues;
- “A Ilha dos Prazeres Proibidos” (1979), de Carlos Reichenbach;
- “O Caso Cláudia” (1979), de Miguel Borges;
- “Tara das Cocotas na Ilha do Pecado” (1980), de Antonio Bonacin Thomé;
- “Motel, Refúgio do Amor” (1980), de Alexandre Sandrini;
- “O Doador Sexual” (1980), de Henrique Borges;
- “Volúpia ao Prazer” (1981), de Rubens Eleutério;
- “As Meninas de Madame Laura” (1981), de Ciro Carpentieri Filho;
- “O Filho da Prostitua” (1981), de Francisco Cavalcanti;
- “Como Afogar o Ganso” (1981), de Conrado Sanchez;
- “Casais Proibidos” (1981), de Ubiratan Gonçalves;
- “As Safadas” (1982), episódio de Carlos Reichenbach;
- “O Rei da Boca” (1982), de Clery Cunha;
- “Perdida em Sodoma” (1982), de Nilton Nascimento;
- “Pecado Horizontal” (1982), de José Miziara;
- “Minhas Taras e um Pesadelo” (1982), de Salvador Amaral;
- “As Gatas, Mulheres de Aluguel” (1982), de Ody Fraga e Antonio Meliande;
- “Bacanais na Ilha das Ninfetas” (1982), de Oswaldo de Oliveira;
- “Tudo na Cama” (1983), de Antonio Meliande;
- “Tensão e Desejo” (1983), de Alfredo Sternhein;
- “Juventude em Busca do Sexo” (1983), de Juan Bajon;
- “O Cafetão” (1983), de Francisco Cavalcanti;
- “Paraíso da Sacanagem” (1984), de José Adalto Cardoso;
- “Ivone, a Rainha do Pecado” (1984), de Francisco Cavalcanti;
- “A Quinta Dimensão do Sexo” (1984), de José Mojica Marins;
- “O Império do Sexo Explícito” (1985), de Marcelo Motta;
- “Instrumento da Máfia” (1988), de Francisco Cavalcanti.
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