Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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022 - ZEZÉ MOTTA 
27 de junho de 1944, *Campos, RJ

Foto: cena de "Xica da Silva" (1976), de Carlos Diegues


Uma das mais carismáticas artistas brasileiras, Zezé Motta é atriz de sucesso e importância no cinema e na televisão, e também cantora de talento, cuja discografia abriga um primeiro disco essencial com canções como `Magrelinha´, `Dores de Amores´ e `Rita Baiana`.

Antes de estrear no cinema, em 1970, no longa em episódios `Em Cada Coração um Punhal", de José Rubens Siqueira e João Batista de Andrade, Zezé Motta passou por dois momentos importantes nas artes cênicas brasileiras: participou da peça `Roda Viva`, de Chico Buarque em 1967, e da novela que revolucionou a teledramaturgia brasileira, `Beto Rockfeller´, em 1968. No cinema, consagrou-se alguns anos depois, em 1976, com `Xica da Silva`, sucesso nacional e internacional, dirigido por Carlos Diegues - de quem é uma das atrizes prediletas.

Seja no canto, pela bela voz, ou pela interpretação, em que é capaz de compor personagens que vão da sensualidade em `Xica da Silva` até o recato em `Tieta do Agreste`, e do cinismo em `Anjos da Noite` até a sobriedade em `Dias Melhores Virão`, Zezé Motta é amada por um legião de fãs. A atriz tem também uma importante participação no processo da inserção do artista negro no mercado de trabalho, seja por sua própria história, seja pelo site de cadastro de artistas negros que criou e é referência no país para produtores nacionais e internacionais.

 - `Em Cada Coração Um Punhal` (1970), de José Rubens Siqueira e João Batista de Andrade;
- `Cléo e Daniel’ (1970), de Roberto Freire; 
- `Vai Trabalhar Vagabundo` (1973), de Hugo Carvana;
- `Um Varão Entre as Mulheres’ (1974), de Victor di Mello;
- `A Rainha Diaba’ (1974), de Antonio Carlos Fontoura;
- `Banana Mecânica’ (1974), de Braz Chediak;
- `Xica da Silva` (1976), de Carlos Diegues;
- ´Cordão de Ouro`(1977), de Antônio Carlos Fontoura;
- `A Força de Xangô’ (1977), de Iberê Cavalcanti;
- `Tudo Bem` (1978), de Arnaldo Jabor;
- `Águia na Cabeça’ (1984), de Paulo Thiago;
- `Quilombo` (1984), de Carlos Diegues;
- `Para Viver Um Grande Amor` (1984), de Miguel Faria Jr.
- `Sonhos de Menina Moça’ (1987), de Tereza Trautman;
- `Jubiabá’ (1987), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Anjos da Noite` (1987), de Wilson Barros;
- `Natal da Portela’ (1988), de Paulo César Saraceni;
- `Dias Melhores Virão` (1989), de Carlos Diegues;
- `Tieta do Agreste` (1996), de Carlos Diegues;
- `O Testamento do Senhor Napomuceno’ (1997), de Francisco Manso;
- `Orfeu` (1999), de Carlos Diegues; 
- `Nasci Mulher Negra’ (1999), de Maria Luísa Mendonça;
- `Cronicamente Inviável’ (2000), de Sérgio Bianchi;
- `O Poeta de Sete Faces’ (2002), de Paulo Thiago;

- `Terra de Quilombos – Espaços de Liberdade’ (2002), de Renato Barbieri

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