Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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046 - ZEZÉ MACEDO 
? - 8 de outubro de 199, *Silva Jardim, RJ

Foto: com Dercy Gonçalves emcena de "Minervina Vem Aí" (1969),
 de Hélio Barros e Eurípedes Ramos


Se o Brasil é pródigo em atrizes comediantes - e isso é a mais absoluta verdade - Zezé Macedo é com certeza um de seus maiores expoentes. Presença obrigatória nas chanchadas da Atlântida, ela fazia uma espécie de contraponto feminino aos talentos de Oscarito e Grande Otelo, e como eles, era amada pelo público. Reverenciada por diferentes cineastas em diferentes gêneros, Zezé Macedo marcou presença nas Chanchadas, Cinema Novo, Cinema Marginal, Pornochanchada, filmes nos 70 aos 80, e com os Trapalhões.

Zezé Macedo estreou nos palcos com quatro anos. Depois, passou pelo rádio e viveu personagens hilários na TV, como a Biscoito e a Dona Bela. Mas foi no cinema que se eternizou, onde estreou em 1954 e fez 60 filmes. A comediante ficou associada aos papéis de empregada, e realmente ninguém as interpretava com tanta graça e malícia. Mas mesmo nas chanchadas chegou a fazer madame e patroa, e esteve em filmes de Joaquim Pedro de Andrade, Bruno Barreto, Elyseu Visconti, Fábio Barreto, Paulo César Saraceni, entre outros.

Os cineastas Márcio Kogan e Isat Weinfeld brincaram com o signo Zezé Macedo no cinema nacional no filme `Fogo e Paixão´, em uma cena onde uma paupérrima Tônia Carreiro e uma chiquíssima Zezé Macedo se encontram e olham com desejo as vestes opostas numa vitrine, e depois trocam olhares invejosos. Deliciosa cena. Maravilhosa homenagem.


- `O Petróleo é Nosso’ (1954), de Watson Macedo;
- `Trabalhou Bem Genival’ (1955), de Luiz de Barros;
- `Sinfonia Carioca’ (1955), de Watson Macedo;
- `O Feijão É Nosso’ (1955), de Victor Lima;
- `Carnaval em Marte’ (1955), de Watson Macedo;
- `Tira a Mão Daí!’
(1956), de Ruy Costa;
- `Quem Sabe, Sabe!” (1956), de Luiz de Barros;
- `De Vento em Popa’ (1957), de Carlos Manga;
- `Treze Cadeiras’ (1957), de Franz Eichhorn;
- `Tem Boi na Linha’ (1957), de Aloisio T. de Carvalho;
- `Rico Ri à Toa’ (1957), de Roberto Farias;
- `Maluco Por Mulher’ (1957), de Aloisio T. de Carvalho;
- `Garotas e Samba’ (1957), de Carlos Manga;
- `Rio Fantasia´(1957), de Watson Macedo;
- `A Grande Vedete’ (1958), de Watson Macedo;
- `E o Espetáculo Continua’ (1958), de José Cajado Filho;
- `É de Chuá’ (1958), de Victor Lima;
- `Aguenta o Rojão’ (1958), de Watson Macedo;
- ´O Homem do Sputnik´(1959), de Carlos Manga;
- `Esse Milhão é Meu’ (1959), de Carlos Manga;
- `Dona Xepa’ (1959), de Darcy Evangelista;
- `O Camelô da Rua Larga’ (1959), de Hélio Barroso e Eurípedes Ramos;
- `Virou Bagunça’ (1960), de Watson Macedo;
- `Cala a Boca, Etelvina’ (1960), de Hélio Barroso e Eurípedes Ramos;
- `Três Colegas de Batina’ (1962), de Darcy Evangelista;
- `Rio à Noite’ (1972), de Aloisio T. de Carvalho;
- `Santo Módico’ (1964), de Robert Mazoyer;
- ´Minervina Vem Aí´ (1969), de Hélio Barros e Eurípedes Ramos;
- ´Macunaíma` (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- ´Os Monstros do Babaloo´ (1972), de Elyseu Visconti;
- `Salve-se Quem Puder’ (1972), de J. B. Tanko;
- `Os Mansos’ (1973), em episódio de Pedro Carlos Rovai;
- `Mais ou Menos Virgem’ (1973), de Mozael Silveira;
- `Como É Boa Nossa Empregada’ (1973), de Ismar Porto e Victor di Mello;
- ´Tati, a Garota´ (1973), de Bruno Barreto;
- `Robin Hood, O trapalhão da Floresta;
- `Onanias, O Poderoso Machão’ (1974), de Geraldo Miranda;
- `Oh, Que Delícia de Patrão’ (1974), de Alberto Pieralisi;
- `Assim Era a Atlântida’ (1975), de Carlos Manga;
- `O Monstro de Santa Teresa’ (1975), de Alcino Diniz;
- `As Loucuras de um Sedutor’ (1975), de Alcino Diniz;
- `Com as Calças na Mão’ (1975), de Carlo Mossy;
- `Sete Mulheres para um Homem Só’ (1976), de Mozael Silveira;
- `Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros’ (1976), de Mozael Silveira;
- `Gordos e Magros’ (1976), de Mário Carneiro;
- `Secas e Molhadas’ (1977), de Mozael Silveira;
- `As Eróticas Profissionais’ (1977), de Mozael Silveira;
- `Ela, Ela, Quem?’ (1977), de Luiz de Barros;
- `O Erótico Virgem’ (1978), de Mozael Silveira;
- `A Virgem Camuflada’ (1979), de Célio Gonçalves;
- ´O Rei do Rio´ (1985), de Bruno Barreto;
- `Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez’ (1985), de Ivan Cardoso e John Herbert;
- `As Sete Vampiras’ (1986), de Ivan Cardoso
- `O Escorpião Escarlate´(1986), de Ivan Cardoso;
- `Natal da Portela` (1988), de Paulo Cesar Saraceni;
- ´Fogo e Paixão´ (1988), de Marcio Kogan e Isay Weinfeld;
- `O Diabo na Cama’ (1988), de Michele Massimo Tarantini;
- `O Casamento dos Trapalhões´(1988), de José Alvarenga Jr.
 

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