Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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167 – ZEZEH BARBOSA
19 de março de 1963, *Osasco, SP

Foto: com Otávio Augusto em cena de `Bendito Fruto' (2004),
de Sérgio Goldenberg

Depois de ser aplaudida no teatro e conquistar o público na tv, Zezeh Barbosa chegou ao cinema pelas mãos do saudoso Walter Hugo Khouri no filme `Paixão Perdida’, em 1998. De lá para cá, sua carreira segue em ritmo ascendente nos três veículos. 

Zezeh Barbosa começou sua carreira artística no teatro – a atriz tem formação pela Escola de Arte Dramática da USP. Nos palcos, atua sob a direção de nomes como Gabriel Villela e Miguel Falabella, esse último fã confesso da atriz, e que a escala também para a sua primeira novela, `Salsa e Merengue’, em 1996, em parceria com Maria Carmem Barbosa. Na telinha, Zezeh Barbosa atua ainda na minissérie `Hilda Furação’, de Gloria Perez, em 1998, e tem bons momentos como repórter do programa Vídeo Show. Com grande talento para a comédia, Zezeh Barbosa se sai muito bem também em dramas. A atriz estréia no cinema em `Paixão Perdida’ como a governanta Matilde, uma composição contida e interessante em closes marcantes filmados por Khouri.  Em 2000, atua em `Cronicamente Inviável’, o polêmico filme do polêmico cineasta Sérgio Bianchi – a cena do assassinato da personagem da atriz é acachapante. 

Em 2004, Zezeh Barbosa aparece nas telas do Cinema Nacional em dois filmes: `Diabo a 4’, de Alice Andrade, e `Bendito Fruto’, de Sérgio Goldenberg. No primeiro, faz a mãe de um jovem que tem um destino trágico. Já em `Bendito Fruto’, protagoniza, ao lado do grande Otávio Augusto, um filme que aborda, com bom humor, o preconceito racial através da relação amorosa entre um homem branco e sua empregada negra. `Bendito Fruto’ deu a Zezeh Barbosa o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília 2004.
 

- `Paixão Perdida’ (1998), de Walter Hugo Khouri;
- `Cronicamente Inviável’ (2000), de Sérgio Bianchi;
- `Diabo a 4’ (2004), de Alice Andrade;
- `Bendito Fruto’ (2004), de Sérgio Goldenberg.  

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