Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato

 

 

ZAQUIA JORGE
6 de janeiro de 1924 - 22 de abril de 1957, *Rio de Janeiro - RJ


“Madureira chorou, Madureira chorou de dor, quando a voz do destino obedecendo ao Divino, a sua estrela chamou...”. Foi com esses versos que os compositores Carvalhinho e Júlio Monteiro criaram o clássico samba “Madureira Chorou” e deram adeus à grande artista carioca Zaquia Jorge.

Zaquia Jorge foi uma das mais inesquecíveis vedetes e atrizes do Brasil. Estrela absoluta do teatro de revista, Zaquia fez história ao trocar os palcos cariocas do centro e da zona sul para montar seu teatro em Madureira, o Teatro de Revista Madureira. Bela e talentosa, Zaquia Jorge era amada pelo povo. Seu talento, felizmente, não ficou restrito apenas aos palcos, ele foi registrado no cinema em filmes de cineastas importantes como Moacyr Fenelon, Luiz de Barros e Gilda de Abreu. O primeiro foi “Sob a luz de meu bairro”, em 1946, de Moacyr Fenelon. Outro filme importante da década de 1940 foi “Pinguinho de Gente”, de Gilda de Abreu.

Zaquia Jorge atuou também nos anos 50, sendo que um de seus grandes momentos foi como a Suely Borel de “A Baronesa Transviada”, dirigida pelo mestre Watson Macedo, em 1957. Infelizmente, Zaquia Jorge morreu tragicamente por afogamento na praia da Barra da Tijuca. Entre tantas homenagens que recebeu está o samba-enredo da Império Serrano em 1975, “Zaquia Jorge, a estrela do subúrbio, vedete de Madureira”, de Avarése.

- “Sob a Luz de Meu Bairro” (1946), de Moacyr Fenelon;
- “Fantasma por Acaso” (1946), de Moacyr Fenelon;
- “Caídos do Céu” (1946), de Luiz de Barros;
- “Pinguinho de Gente” (1949), de Gilda de Abreu;
- “A Serra da Aventura” (1950), de Miguel Marracini;
- “Agüenta Firme, Isidoro” (1951), de Luiz de Barros;
- “A Baronesa Transviada” (1957), de Watson Macedo.