Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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196 - ZAIRA ZAMBELLI
*Belo Horizonte, MG
 

Foto: com Fábio Jr. em cena de "Bye Bye Brasil"" (1979),
de Carlos Diegues
 

Com carreira intensa no cinema brasileiro dos anos 70 e 80, Zaira Zambelli construiu uma trajetória expressiva, com filmes e personagens importantes no currículo. Como a Dasdô de “Bye Bye Brasil”, clássico dirigido por Carlos Diegues.

Nascida em Belo Horizonte, Zaira Zambelli radicou-se, ainda criança, no Rio de Janeiro, onde inicia sua trajetória no teatro. Em 1976 chega às telas do cinema no filme “Marcados para Viver”, da atriz e cineasta Maria do Rosário Nascimento e Silva. Os anos 70 serão importantes para a atriz no cinema nacional, quando atua em filmes como “O Cortiço”, de Francisco Ramalho Júnior e “Chuvas de Verão”, de Carlos Diegues. E é com esse último que atua no mais importante filme de sua carreira, “Bye Bye Brasil”, ao lado de Fábio Jr, José Wilker e Betty Faria dando vida a quatro personagens inesquecíveis do nosso cinema, respectivamente, Dasdô, Cico, Lorde Cigano e Salomé. Em 1980, Zaira Zambelli estréia em novelas na Rede Globo, em “Marina” – seu último trabalho na telinha até agora foi no remake de “Irmãos Coragem”, em 1995.

Zaira Zambelli continua sua carreira cinematográfica nos anos 80, dirigida por cineastas de ponta do cinema brasileiro, como Carlos Alberto Prates Correia, no belíssimo “Cabaret Mineiro”, Walter Lima Jr, em “Chico Rei”, David Neves, em “Fulaninha”, e o sempre interessante Braz Chediak, em “Perdoa-me Por Me Traíres”. Na década de 90 Zaira Zambelli vai se afastando, gradativamente, das telas do nosso cinema – e também da telinha – e intensifica carreira como professora em cursos de interpretação.

- “Marcados Para Viver” (1976), de Maria do Rosário Nascimento e Silva;
- “O Cortiço” (1978), de Francisco Ramalho Jr;
- “Nos Embalos de Ipanema” (1978), de Antonio Calmon;
- “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto;
- “Chuvas de Verão” (1978), de Carlos Diegues;
- “Bye Bye Brasil” (1979), de Carlos Diegues;
- “Perdoa-me Por Me Traíres” (1980), de Braz Chediak;
- “Cabaret Mineiro” (1980), de Carlos Alberto Prates Correia;
- “O Bom Burguês” (1982), de Oswaldo Caldeira;
- “A Difícil Viagem” (1983), de Geraldo da Rocha Moraes;
- “Chico Rei” (1985), de Walter Lima Jr.;
- “Fulaninha” (1987), de David Neves;
- “Churrascaria Brasil” (1987), curta de Fred Confalonieri;
- “Tempo de Ensaio” (1987), curta de Eunice Guttman;
- “Banana Split” (1988), de Paulo Sérgio Almeida;
- “Túnel” (1994), curta de Mayra Jucá;
- “Elogio Histérico da Loucura” (1994), de Alberto Magno;
- “As Meninas” (1995), de Emiliano Ribeiro;
- “Um Certo Dorival Caymmi” (1999), de Aluisio Didierf.

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