Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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YARA AMARAL
16 de setembro de 1936 - 31 de dezembro de 1988, *São Paulo - SP


Uma das mais notáveis atrizes brasileiras, a paulista Yara Amaral construiu uma carreira importante desde os anos 60, seja no cinema, na televisão ou no teatro - onde ganhou 3 Moliére. Infelizmente, teve a carreira interrompida no fatal acidente com o barco “Bateau Moche”, no reveillon, dia 31 de dezembro de 1988.

Yara Amaral começou sua carreira no teatro amador em São Paulo, e, no início dos anos 1960, participa de uma edição do Festival de Teatro de Estudante, de Pachoal Carlos Magno; depois faz a EAD – Escola de Arte Dramática. A atriz construiu uma notável carreira nos palcos, passando pelo Teatro de Arena e pelo Teatro dos Quatro, com interpretações marcantes – recebeu três prêmios Moliére: 1974 – “Reveillon”, de Flávio Márcio, e “Avatar”, de Paulo Afonso Grisolli; 1982 – “Eu Posso?”, de Reinaldo Loy; 1986 – “Sábado, Domingo e Segunda”, de Eduardo De Filippo. Yara Amaral fez sucesso também nas novelas. A primeira foi “O Décimo Mandamento”, em 1968, e entre os grandes momentos estão a Áurea de “Dancin´ Days” (1978), de Gilberto Braga, e a Nieta de “Guerra dos Sexos” (1983), de Sílvio de Abreu. A estréia no cinema se dá em 1975 no filme “O Rei da Noite”, de Hector Babenco.

Yara Amaral atuou no cinema dos anos 1970 e 80. Nos 70 é dirigida por cineastas como Antônio Calmon e Neville D´Almeida. Mas é no grande sucesso do drama erótico de Sílvio de Abreu, “Mulher Objeto”, em 1981, que tem um de seus grandes personagens nas telas como a mãe da protagonista vivida por Helena Ramos. Os outros cineastas com os quais trabalhou nesta década são Marco Altberg, Luiz Carlos Lacerda e Luiz Fernando Goulart, com quem foi casada, no filme “Tropclip”, em 1985.

- “O Rei da Noite” (1975), de Hector Babenco;
- “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1977);
- “Nos Embalos de Ipanema” (1978), de Antônio Calmon;
- “A Dama do Lotação” (1978), de Neville D´Almeida;
- “Prova de Fogo” (1980), de Marco Altberg;
- “Mulher Objeto” (1981), de Sílvio de Abreu;
- “Tropclip” (1985), de Luiz Fernando Goulart;
- “Leila Diniz” (1987), de Luiz Carlos Lacerda.

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