Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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036 – WILZA CARLA
1935, *Niterói, RJ


Foto: com Betty Faria em cena de "Os Monstros de Babaloo" (1971),
 de Elyseu Visconti


Wilza Carla tem uma filmografia das mais extensas do Cinema Nacional, em que figuram quase 40 filmes, que vai da metade da década de 50 até a metade dos anos 80.

Wilza Carla começou a carreira como vedete do teatro de revista, época em que tinha um corpo escultural. Sua estréia no cinema se dá em 1955, no filme `Chico Viola não Morreu´, iniciando uma carreira de vários títulos, no veículo que se tornou o seu preferido. Na tv, suas passagens mais importantes foram a dona Redonda de `Saramandaia´, a novela marco de Dias Gomes, e como jurada dos programas Sílvio Santos e Raul Gil. Wilza Carla desenvolveu sua trajetória cinematográfica no período que vai das chanchadas, passando pelas pornochanchadas – que usavam sua gordura inclusive como mote cômico – e com participações em filmes fundamentais para o Cinema Nacional, como `Macunaíma´ e `Guerra Conjugal`- ambos de Joaquim Pedro de Andrade, e `os Herdeiros`, de Carlos Diegues.

Além dos filmes citados, na produção da Boca do Lixo e suas pornochanchadas - grande parte de seus filmes - atua em marcos como `Ainda Agarro Essa Vizinha`, de Pedro Carlos Rovai. Participa também em filmes de nomes como Luiz de Barros, Carlos Hugo Christensen, Reginaldo Farias, Elyseu Visconti, J. B. Tanko e Carlos Coimbra. Na década de 90, Wilza Carla sofre graves problemas de saúde por causa da diabetes e se afasta da carreira artística. A atriz tem belos site e fotolog homenagens, assinados por Danilo e Alisson.

 - `Chico Viola não Morreu` (1955), de Ronán Viñolt Barreto;
- `Trabalhou Bem Genival`(1955), de Luiz de Barros;
- `Leonora dos Sete Mares` (1955), de Carlos Hugo Christensen;
- `Genival é de Morte` (1956), de Aloísio T. de Carvalho;
- `Tem Boi na Linha` (1957), de Aloísio T, de Carvalho;
- `Minha Sogra é da Polícia’ (1958), de Aloisio T. de Carvalho;
- `As Aventuras de Chico Valente’ (1968), de Ronaldo Lupo;
- `Macunaíma` (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `O Impossível Acontece` (1969), de C. Adolpho Chadler e Anselmo Duarte;
- `Os Herdeiros’ (1970), de Carlos Diegues
- `Pra Quem Fica Tchau` (1970), de Reginaldo Farias;
- `Os Monstros de Babaloo` (1971), de Elyseu Visconti;
- `Cômicos e Mais Cômicos’ (1971), de Jurandyr Passos Noronha;
- `Salve-se quem Puder` (1972), de J. B. Tanko;
- `Mais ou Menos Virgem` (1973), de Mozael Silveira;
- `Ainda Agarro Essa Vizinha` (1974), de Pedro Carlos Rovai;
- `As Loucuras de Um Sedutor’ (1975), de Alcino Diniz;
- `Um Soutien Para Papai` (1975), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `Guerra Conjugal` (1975), de Joaquim Pedro de Andrade;
- `Com as Calças na Mão’ (1975), de Carlos Mossy;

- `Socorro! Eu não Quero Morrer Virgem’ (1976), de  Roberto Mauro;
- `As Massagistas Profissionais’ (1976), de Carlos Mossy;
- `A Ilha das Cangaceiras Virgens’ (1976), de Roberto Mauro;

- `O Vampiro de Copacabana` (1976), de Xavier de Oliveira;
- `Será Que Ela Aguenta?’ (1977), de Roberto Mauro;
- `As Eróticas Profissionais’ (1977), de Mozael Silveira;
- `Costinha e o King Mong’ (1977), de Alcino Diniz;
- `Seu Florindo e suas Duas Mulheres’ (1978), de Mozael Silveira

- `Sexo às Avessas` (1982), de Fauzi Mansur;
- `O Rei da Boca` (1982), de Clery Cunha;
- Os Campeões` (1982), de Carlos Coimbra;
- `O Menino Arco-Íris` (1983), de Ricardo Bandeira.

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