Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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Virgínia Flores

Foto/Fonte: Marco Rodrigues -  "Quem é Quem no Cinema no Brasil"
Editores: Paulo Sérgio Almeida (Filme B) e José Maria Oliveira (Espaço/Z)

Antonio Calmon, Lauro Escorel, Arnaldo Jabor, Haroldo Marinho Barbosa, Walter Lima Jr, Fábio Barreto, Caetano Veloso, Carlos Diegues, Zelito Viana, Eduardo Coutinho, Domingos de Oliveira, Paulo Thiago, Helvécio Ratton, Gilberto Loureiro, Paulo Caldas e Lírio Ferreira, Júlio Bressane... 

A lista parece mesmo interminável e diversa em propostas estéticas e temáticas. O fator comum nessa lista que liga todos esse nomes é a presença da montadora de som e imagem Virgínia Flores em alguns filmes desses cineastas. 

Virgínia Flores também marcou presença em filmes dirigidos pelas cineastas, como Sandra Werneck, Carla Camurati, Btese de Paula e Alvarina Souza e Silva. E foi com Sandra Werneck que ela recebeu o prêmio de Melhor Montagem no 29º Festival de Brasília por “Pequeno Dicionário Amoroso” (1995), láurea que conquista na edição seguinte novamente, dessa vez pelo filme “Miramar” (1997), de Júlio Bressane. 

Nascida no Rio Grande do Sul, em 1954,  Virgínia Flores começou sua carreira cinematográfica em 1974 como continuísta e assistente de direção e de montagem, atuando nessas áreas durante 10 anos. Em meados dos anos 80, inicia-se na edição de som de longas – são mais de três dezenas de títulos, e faz curso de aperfeiçoamento de som no “National Film Board do Canadá”. 

“Pequeno Dicionário Amoroso” marcou sua primeira montagem de imagens em longa. Desde “Miramar”, inaugurou uma bem-sucedida dobradinha com Júlio Bressane, que se repetiu em títulos como “São Jerônimo” (1998), “Dias de Nietzsche em Turim” (2001) e “Filme de Amor” (2003). 

Virgínia Flores também participou de cerca de duas dezenas de curtas-metragens, entre eles, filmes dirigidos por Betse de Paula - “Por Dúvida das Vias” (1988), edição de som; “Feliz Aniversário, Urbana” (1996), edição; “The Book is on the Table” (1999), edição; Gissella de Mello – “Célia e Rosita” (2000), som direto; “Tempo de Ira” (2003 – co-dirigido com Marcélia Cartaxo), edição de som; Alvarina Souza Silva – “Alice na Cidade Maravilhosa” (1987), edição, “Aquarela” (1989), edição. Participou também do curta “Tim Maia” (1987), de Flávio R. Tambellini, edição; e “Um Cotidiano Perdido no Tempo” (1988), de Nirton Venâncio, edição. 

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