Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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204 - VERA REGINA
1925, *Rio de Janeiro, RJ

 

Foto: cena de "O Dono da Bola" (1960), de J. B. Tanko

As chanchadas dos anos 50 foram palco para que atores, cantores, comediantes e dançarinos desfilassem seus talentos, sendo que em inúmeras vezes muitas dessas artes estavam agrupados em único artista. Como Vera Regina, que encantou e fez rir em vários filmes dessa época. 

Vera Regina começou sua carreira como dançarina, primeiro nos musicais de Silveira Sampaio e em seguida na companhia de Carlos Machado. É nas revistas de Carlos Machado que faz parceria de sucesso com Grande Otelo, revivida nas telas de cinema em várias chanchadas – Ankito é outro parceiro de sucesso. Vera Regina estréia no cinema na década de 50, nas famosas chanchadas, e atua nesse gênero em cerca de 11 títulos, de um total de quase duas dezenas de filmes no currículo. Presença constante nos filmes de Victor Lima, “Pé na Tábua”, “Espírito de Porco” e “Massagista de Madame”; e J.B Tanko, “E o Bicho não Deu”, “Garota Enxuta” e “O Dona da Bola”, Vera Regina atuou também sob a direção do mestre Carlos Manga em “Quanto Mais Samba Melhor” e “Pintando o Sete”. Outro destaque é “Um Candango na Belacap”, de Roberto Farias, filmes em que ela rouba a cena com seu talento de comediante, dançarina e cantora. 

Vera Regina dá continuidade à carreira nas décadas de 60 e 70, atuando em comédias de costumes precursoras das pornochanchadas, como “Memórias de um Gigolô”, de Alberto Pieralisi, e no clássico “Ladrões de Cinema”, dirigido por Fernando Campos.

 - “Pé na Tábua” (1957), de Victor Lima;
- “Espírito de Porco”, de Victor Lima;

- “Pista de Grama” (1958), de Haroldo Costa;
- “Minha Sogra é da Polícia” (1958), de Aloísio T. de Carvalho;
- “Massagista de Madame” (1958), de Victor Lima;
- “E O Bicho Não Deu” (1958), de J. B. Tanko;
- “Garota Enxuta” (1959), de J. B. Tanko;
- “Quanto Mais Samba Melhor” (1960), de Carlos Manga;
- “Pintando o Sete” (1960), de Carlos Manga;
- “Um Candango na Belacap” (1961), de Roberto Farias;
- “O Dono da Bola” (1961), de J. B. Tanko;
- “O Tesouro de Zapata” (1968), de C. Adolpho Chadler;
- “Enfim Sós... Com o Outro” (1968), de Wilson Silva;
- “Memórias de Um Gigolô” (1970), de Alberto Pieralisi;
- “A Arte de Amar Bem” (1970), de Fernando de Barros;
- “To na Tua, Ô Bicho” (1971), de Raul Araújo;
- “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Campos.

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