|
|
|
|
|
|
|
Foto:
cena de "O Dono da Bola" (1960), de J. B. Tanko As
chanchadas dos anos 50 foram palco para que atores, cantores, comediantes e dançarinos
desfilassem seus talentos, sendo que em inúmeras vezes muitas dessas artes
estavam agrupados em único artista. Como Vera Regina, que encantou e fez rir em
vários filmes dessa época. Vera
Regina começou sua carreira como dançarina, primeiro nos musicais de Silveira
Sampaio e em seguida na companhia de Carlos Machado. É nas revistas de Carlos
Machado que faz parceria de sucesso com Grande Otelo, revivida nas telas de
cinema em várias chanchadas – Ankito é outro parceiro de sucesso. Vera
Regina estréia no cinema na década de 50, nas famosas chanchadas, e atua nesse
gênero em cerca de 11 títulos, de um total de quase duas dezenas de filmes no
currículo. Presença constante nos filmes de Victor Lima, “Pé na Tábua”,
“Espírito de Porco” e “Massagista de Madame”; e J.B Tanko, “E o Bicho
não Deu”, “Garota Enxuta” e “O Dona da Bola”, Vera Regina atuou também
sob a direção do mestre Carlos Manga em “Quanto Mais Samba Melhor” e
“Pintando o Sete”. Outro destaque é “Um Candango na Belacap”, de
Roberto Farias, filmes em que ela rouba a cena com seu talento de comediante,
dançarina e cantora. Vera
Regina dá continuidade à carreira nas décadas de 60 e 70, atuando em comédias
de costumes precursoras das pornochanchadas, como “Memórias de um Gigolô”,
de Alberto Pieralisi, e no clássico “Ladrões de Cinema”, dirigido por
Fernando Campos. - “Pé na Tábua”
(1957), de Victor Lima; |
|