Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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140 – VERA NUNES
12 de agosto de 1930, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: com a garota Isabel de Barros e Mário Salaberry em cena de
`Pinguinho de Gente' (1949), de Gilda de Abreu


Até os anos 50, o Cinema Nacional vivenciou, com felicidade, a abertura de vários estúdios, entre eles a Cinédia, a Atlântida, a Vera Cruz, a Multifilmes e a Maristela. Todos eles revelaram e abrigaram musas, como Vera Nunes, que passou pela Cinédia e pela Atlântida e se tornou a grande estrela da Maristela, estúdio paulista inaugurado em 1950.

 Vera Nunes iniciou sua carreira como rádio-atriz na década de 40. Em 1947 chega ao cinema com atuações na Atlântida, ‘Falta Alguém no Manicômio’ e ‘Também Somos Irmãos’, e na Cinédia em ‘Pinguinho de Gente’, filme dirigido por Gilda de Abreu. Entre os trabalhos nesses anos está  a co-produção Brasil/Argentina `Não Me Diga Adeus’. Na passagem dos anos 40 para 50, Vera Nunes desenvolve carreira importante no teatro, chegando anos mais tarde a montar sua própria companhia.

Contratada pela Maristela, Vera Nunes brilha em duas produções da casa: “Suzana e o Presidente’ e  `Presença de Anita’, ambos dirigido por Ruggero Jacobbi. Dona de reconhecido talento, ela tem nesses dois títulos seus trabalhos mais significativos. Em 1952, nos primórdios da televisão, ela  atua em uma única novela, “Helena”, para retornar ao formato somente na década de 60, período em que abandona o cinema. Seu último filme foi `Dorinha no Soçaite’, em 1957,  em que repete dobradinha com Geraldo Vietri, que já a dirigira antes em “Custa Pouco a Felicidade’.

  
 - `Falta Alguém no Manicômio’ (1947), de José Carlos Burle;
- `Não Me Diga Adeus’ (1947), de Luís Moglia Barth;
- `Mãe’ (1948), de Teófilo de Barros Filho;
- `Uma Luz na Estrada’ (1948), de Alberto Pieralisi;
- ´Pinguinho de Gente´ (1949), de Gilda de Abreu; 
- `Também Somos Irmãos´(1949), de José Carlos Burle;
- `Um Beijo Roubado` (1950), de Leo Merten;
- `Garota Mineira’ (1950), de Leopold Somporn;

- `Suzana e o Presidente` (1951), de Ruggero Jacobbi;
- `Presença de Anita’ (1951), de Riggero Jaccobbi;
- `Custa Pouco a Felicidade’ (1952), de Geraldo Vietri;

- `Armas da Vingança’ (1955), de Carlos Coimbra e Alberto Severi
- `Dorinha no Soçaite’ (1957), de Geraldo Vietri.

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