Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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Vânia Catani

Foto: Mulheres do Cinema Brasileiro

Nascida em Montes Claros, Minas Gerais, em 1963, Vânia Catani é uma produtora importante, cuja carreira nesse setor despontou na década de 90. À frente da Bananeira Filmes desde 1997, Vânia Catani debutou na produção de longas-metragens em “Outras Estórias”, longa de estréia do jornalista Pedro Bial. O universo do filme, a obra do mestre Guimarães Rosa, é extremamente familiar para Catani, pois Guimarães foi o tradutor do homem do sertão mineiro. “Outras Estórias” levou esse universo para as telas de cinema com sensibilidade por Bial, revelando-se também uma produção cuidadosa.  

Antes desse longa, Vânia Catani e Pedro Bial consolidaram premiada parceria com a série de documentários “Os Nome do Rosa”, uma produção exibida na GNT e indicada para o “Emmy Awards 98”. O longa, uma adaptação de cinco contos do livro “Primeiras Estórias”, derivou dessa bem-sucedida experiência. 

Vânia Catani já vinha de uma longa e importante carreira no audiovisual em Belo Horizonte, com atuação na televisão e no vídeo – foi idealizadora e produtora do Festival Internacional de Vídeo de Belo Horizonte/ Fórum BHZ Vídeo. Além disso, integrou a equipe do filme “O Menino Maluquinho”, de Helvécio Ratton, em 1994, como assistente de arte de Clóvis Bueno e Vera Hamburger. 

Na Bananeira Filmes, Vânia Catani assinou o documentário “O Fim do Sem Fim”, de Lucas Bambozzi, Cão Guimarães e Beto Magalhães, em 2001. O filme foi premiado no Festival É Tudo Verdade, no Festival de Ceará, no Fórum.Doc.BH e também no Festival de Documentários de Marselha, na França. 

Em 2003 Vânia Catani produz o melhor filme lançado em 2004, o arrebatador “Narradores de Javé”, segundo longa-metragem de Eliane Caffé, importante curta-metragista que se lançara em longa com outro belo filme, “Kenoma”, em 1998. 

Protagonizado por José Dumont, “Narradores de Javé” é um filme divertido e tocante, verdadeiro gol de placa do cinema da retomada. Tudo é perfeito no filme: a direção, o elenco, o roteiro, e, claro, a produção, assinada pela Bananeira Filmes e co-produzida pela Gullane Filmes. 

“Narradores de Javé” recebeu nove prêmios no Festival de Recife, incluindo Melhor Filme. Foi também Melhor Filme pelo Júri Oficial no Festival do Rio BR; Melhor Filme e roteiro no Festival Internacional de Bruxelas; Prêmio da Crítica no Festival de Fribourg, na Suíça.

 

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