Vanessa
Alves é nome de destaque no cinema brasileiro dos anos 1980,
sobretudo nos filmes do mestre Carlos Reichenbach, de quem se torna
uma de suas musas.
Vanessa
Alves começou a carreira artística fazendo comerciais.
A estréia no cinema foi por testes realizados pelo grande produtor
Antônio Polo Galante, para o filme “A Filha de Emannuelle” (1980),
de Oswaldo Oliveira. Mas é no filme seguinte, “O Paraíso
Proibido” (1981), que marca sua parceria com o cinema autoral de Carlos
Reichenbach, com quem vai atuar em vários filmes. Vanessa Alves
atua em um filme atrás do outro, sobretudo no cinema erótico
da época, com destaque para os trabalhos com Antonio Meliande,
Ary Fernandes, José Miziara, Conrado Sanchez e Johnn Doo. Em
1983, encontra novamente o cinema de Reichenbach, com papel de destaque
em “Extremos do Prazer” (1983), e participação em “Filme
Demência” (1985), obra predileta pelo cineasta.
A
quarta parceria com Carlos Reichenbach alça Vanessa Alves aos
olhos da crítica – por “Anjos de Arrabalde” (1986), recebe
os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado
e o Prêmio Governador do Estado de São Paulo na mesma
categoria. Vanessa Alves se afasta do cinema na época dos filmes
de sexo explícito, atua em algumas produções
na TV, como a novela “Antônio Alves, O Taxista” (1996) e a minissérie
“Irmã Catarina” (1996), e se dedica à dublagem. Depois
de anos longe das telas, retorna ao cinema, mais uma vez pelas mãos
de Carlos Reichenbach, em “Garotas do ABC” (2003/2004).
-
“A Filha de Emmanuelle” (1980), de Oswaldo Oliveira;
- “O Paraíso Proibido” (1981), de Carlos Reichenbach;
- “Como Afogar o Ganso” (1981), de Conrado Sanchez;
- “Anarquia Sexual” (1981), de Antonio Meliande;
- “As Vigaristas do Sexo” (1982), de Ary Fernandes;
- “Vadias Pelo Prazer” (1982), de Antonio Meliande;
- “As Safadas” (1982), episódio de Antonio Meliande;
- “Pecado Horizontal” (1982), de José Miziara;
- “A Noite das Taras II” (1982), de Ody Fraga e Cláudio Portiolli;
- “O Motorista do Fuscão Preto” (1982), de José Adalto
Cardoso;
- “A Menina e o Estuprador” (1982), de Conrado Sanchez;
- “Curral de Mulheres” (1982), de Oswaldo de Oliveira;
- “Bonecas da Noite” (1982), de Antonio Meliande e Mário Vaz
Filho;
- “Massagem for Men” (1983), de José Adalto Cardoso;
- “O Escândalo da Sociedade” (1983), de Arlindo Barreto;
- “Volúpia de Mulher” (1984), de Johnn Doo;
- “Transa Brutal” (1984), de Diogo Angélica;
- “Extremos do Prazer” (1984), de Carlos Reichenbach;
- “Made in Brasil” (1985), episódio de Carlos nascimbeni;
- “O Desejo da Mulher Amada” (1985), de Milton Alencar;
- “Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez” (1985), episódio
de John Herbert;
- “Filme Demência” (1986), de Carlos Reichenbach;
- “Avesso do Avesso” (1986), de Antonio F. Souza Filho;
- “Prisioneiros da Selva Amazônica” (1987), de Conrado Sanchez;
- “Anjos do Arrabalde” (1986), de Carlos Reichenbach;
- “Los Corruptores” (1987), de Teo Kofman;
- “Mais que a Terra” (1990), de Elizeu Ewald;
- “Garotas do ABC” (2003), de Carlos Reichenbach.
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