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– TEREZA RAQUEL
10 de março, *Nilópolis, Rio de Janeiro

Foto: cena de
"Amante Muito Louca" (1973), de Denoy de Oliveira
Outra grande Dama do Teatro a levar seu imenso talento para a televisão e para
o cinema é Tereza Raquel, essa explosiva atriz que já foi premiada com prêmios
como o Saci e o Moliére, e encanta o público nas telas do Cinema Nacional
durante as décadas de 50, 60, 70 e 80.
Tereza Raquel ingressa nas artes cênicas na década de 50, com trabalhos na tv,
no cinema e no teatro. Desse último faz seu veículo predileto desde o início,
quando passa pelas mãos de Carlos Magno e, anos depois, funda o teatro que leva
seu nome - onde encena importantes montagens. Estréia no cinema em 1956 em `Genival
é de Morte´, de Aloísio T. de Carvalho. Nessa mesma década começa a atuar
em novelas, tendo como ponto alto os marcos ´O Astro´,`Que Rei Sou Eu´ e `A
Próxima Vítima’. Em seu segundo filme é dirigida pelo grande Alex Viany em
´Sol Sobre a Lama´, em 1963, e no ano seguinte atua em ´Ganga Zumba´, o
primeiro longa de Carlos Diegues.
Tereza Raquel participa de filmes de Jece Valadão, Miguel Borges, Antonio
Calmon e Paulo Thiago, e tem bom momento em `Amante Muito Louca´, de Denoy de
Oliveira. A atriz foi (ou ainda é, não tenho certeza) casada com o cineasta
Ipojuca Pontes, que a dirigiu em `A Volta do Filho Pródigo´ e ´Pedro Mico´,
onde ela contracena com Pelé. A atriz assina também a produção desse último
filme, além do documentário `Canudos’, dirigido por Ipojuca em 1978.
- `Genival é de Morte` (1956), de
Aloísio T. de Carvalho;
- `Sol Sobre a Lama` (1963), de Alex Viany;
- `Ganga Zumba` (1963), de Carlos Diegues;
- `Procura-se uma Rosa` (1964), de Jece Valadão;
- `Canalha em Crise` (1965), de Miguel Borges;
- `Amante Muito Louca` (1973), de Denoy de Oliveira;
- `Revólver de Brinquedo` (1977), de Antonio Calmon;
- `A Volta do Filho Pródigo` (1978), de Ipojuca Pontes;
- `Águia na Cabeça` (1984), de Paulo Thiago;
- `Pedro Mico` (1985), de Ipojuca Pontes.
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