Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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024 – TELMA RESTON 
6 de julho de 1939, *Piracanjuba, GO


 

Foto: cena de "Os Sete Gatinhos" (1980), de Neville D'Almeida


Com uma carreira marcada por mais de 40 filmes, Telma Reston é presença marcante no cinema brasileiro, com participação em seus diferentes momentos: Cinema Novo; Cinema Marginal; Pornochanchadas, Ciclo Trapalhões, entre outros. Atriz emblemática do universo de Nelson Rodrigues, deu voz a personagens rodrigueanos nos três veículos.

Telma Reston começou seu trabalho de atriz no teatro, quando muda-se de Goiás para o Rio de Janeiro na década de 50. Tem uma formação sólida, com nomes como Adolfo Celi, Dulcina de Morais, Henriette Morineau, Maria Clara Machado. Seu primeiro trabalho profissional é pelas mãos de mais dois mestres, Rubens Corrêa e Ivan de Albuquerque, em 1959. Sua estréia no cinema se dá alguns anos depois, em `Asfalto Selvagem`, de J.B. Tanko, em 1964, e daí não para mais. A atriz, com sua forte presença dramática, é capaz de chamar atenção tanto em pontas, como na obra-prima `Terra em Transe`, de Glauber Rocha, como em papel de destaque, caso de `Os Sete Gatinhos´, de Neville de Almeida - quando recebe o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado, em 1980, no papel da Gorda.

A atriz estreou em novelas por último, no marco `Gabriela, em 1975. Mas é no cinema que Telma Reston vem mostrando todo o seu talento, e, prova de sua versatilidade, foi e é requisitada tanto pelos cinemanovistas, como Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos e o citado Glauber Rocha, os marginais Rogério Sganzerla e Júlio Bressane, como também para os filmes dos Trapalhões.

- `Asfalto Selvagem` (1964), de J.B. Tanko;
- Ò Beijo` (1965), de Flávio Tambellini;
- `Engraçadinha, Depois dos Trinta` (1966), de J.B. Tanko;
- `Terra em Transe` (1967), de Glauber Rocha;
- `El Justiceiro` (1967), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Proezas de Satanás na Vila do Leva-e-Traz” (1967), de Paulo Gil Soares;
- `O Homem Nu` (1968), de Roberto Santos;
- `As Duas Faces da Moeda’ (1969), de Domingos de Oliveira;
- `A Mulher de Todos` (1970), de Rogério Sganzerla;
- `Simeão, o Boêmio’ (1970), de João Bennio;
- `Eu dou o que ela gosta` (1975), de Braz Chediak;
- `As Loucuras de um Sedutor’ (1975), de Alcino Diniz;
- `Deixa Amorzinho... Deixa’ (1975), de Saul Lachtermacher;
- `Perdida` (1976), de Alberto Prates Corrêa;
- `O Vampiro de Copacabana’ (1976), de Xavier de Oliveira;
- `Gente Fina é Outra Coisa’ (1977), de Antonio Calmon;
- `Se Segura Malandro` (1978), de Hugo Carvana;
- `A Noiva da Cidade` (1978), de Alex Viany;
- `Na Boca do Mundo’ (1978), de Antonio Pitanga;
- `Os Sete Gatinhos` (1980), de Neville de Almeida;
- `Cabaret Mineiro` (1980), de Alberto Prates Corrêa;
- `Prova de Fogo’ (1980), de Marco Altberg;
- `Insônia’ (1980), de Emmanuel Cavalcante, Luiz Paulino dos Santos e Nelson Pereira dos Santos;
- `O Beijo no Asfalto` (1981), de Bruno Barreto;
- `Os Vagabundos Trapalhões` (1982), de J.B. Tanko;
- `O Santo e a Vedette’ (1982), de Luiz Rosenberg Filho;
- `Bar Esperança, o último que fecha` (1983), de Hugo Carvana;
- `Quilombo` (1984), de Carlos Diegues;
- `Patriamada’ (1984), de Tizuka Yamasaki;
- `O Rei do Rio` (1985), de Fábio Barreto;
- `Brás Cubas` (1985), de Julio Bressane;
- `Sexo Frágil’ (1986), de Jessel Buss;
- `Romance da Empregada’ (1987), de Bruno Barreto;
- `Dedé Mamata` (1988), de Rodolfo Brandão;
- `Heróis Trapalhões – Uma Aventura na Selva’ (1988), de José Alvarenga Jr e Wilton Franco;
- `O Diabo na Cama’ (1988), de Michele Massiuno Tarantini;
- `Banana Split’ (1988), de Paulo Sérgio de Almeida;
- `Lua de Cristal’ (1990), de Tizuka Yamasaki;
- `Césio 137 – O Pesadelo de Goiânia’ (1990), de Roberto Pires;
- `O Noviço Rebelde` (1997), de Tisuka Yamazaki;
- `O Homem Nu` (1997), de Hugo Carvana

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