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Tata Amaral
Nascida em São Paulo, em 1961, Tata
Amaral é uma das mais bem-sucedidas cineastas brasileiras surgidas na década
de 80. Dona de um estilo autoral e personalíssimo, essa paulista já tem no
currículo um dos filmes fundamentais da década de 90 do cinema nacional: o
inesquecível “Um Céu de Estrelas”. Nas décadas de 80 e 90, deu-se no
cinema brasileiro um boom de curtas-metragens de qualidade esplendorosa. Coube a
esse formato a resistência do nosso cinema, frontalmente atacado pelo governo
Fernando Collor, que de uma vez depenou os órgãos de financiamento e
regulamentação. Vários nomes surgiram e Tata Amaral é um deles, com um
talento que veio a se confirmar nos anos seguintes. Tata Amaral estreou no cinema no início
em 1983, período em que atuou como assistente de produção, diretora de produção
e produtora executiva. Seu primeiro curta-metragem, “Poema: Cidade” (1986)
foi um dobradinha na direção com Francisco César Filho. Na mesma época, dá-se início também
à produção, direção e roteirizarão de vários vídeos: “Mude Seu Dial”
(1986); “SP PAN 360” (1987); “Orgulho” (1992); “Vão Tomar o Santo
Nome de Deus em Vão” (1993); “Curta” (1994); “O Cinturão de Hipólita”
(1994). Tata Amaral tem atuação contínua
também na área da publicidade, como assistente de direção, com cerca de 100
filmes publicitários no currículo. O segundo curta-metragem é “Queremos
as Ondas do Ar!”, também de 1986, seguido de “História Familiar” (1988).
É em 1991, porém, que Tata Amaral vai conquistar o público nacional com
“Viver a Vida”, premiadíssimo curta-metragem sobre o dia-a-dia de um
Office-boy pelas ruas de São Paulo. Em
1996, Tata Amaral confirma o talento revelado no curta realizando um dos
mais importantes longas-metragens da década, o impactante “Um Céu de Estrelas”.
O filme aborda um momento tenso e trágico do rompimento de uma relação
amorosa entre uma cabeleireira e um metalúrgico, confinados em uma casa
de periferia. “Um Céu de Estrelas” demonstrou a mão precisa da diretora
e um roteiro vigoroso assinado por Jean-Claude Bernadet e Roberto Moreira,
baseado em livro de Fernando Bonassi. “Um Céu de Estrelas” recebeu vários
prêmios nacionais e internacionais, entre eles o de Melhor Filme de Estréia em
Havana, e o de Melhor Direção no Festival de Brasília. Revelou também uma
das mais gratas surpresas do cinema nacional: a excelente atriz que já brilhava
no teatro paulista, Leona Cavalli. Paulo Vespúcio Garcia é o amante
abandonado. Em 2000, Tata Amaral se associa novamente a Jean-Claude Bernadet e Fernando Bonassi e realiza o belo “Através da Janela”, sobre uma relação “próxima demais” entre uma mãe e seu filho. O filme foi escrito especialmente para a grande atriz Laura Cardoso, que contracena com Fransérgio Araújo. "Através da Janela" foi premiado na Índia e selecionado para outros festivais internacionais, reconfirmando o nome de Tata Amaral como uma das mais importantes cineastas brasileiras.. Tata Amaral está preparando seu novo longa-metragem. |
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