Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 4
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Sala Adriana Prieto

A Sala Adriana Prieto é reservada para registros e resenhas. O que se verá aqui são registros e resenhas a partir do trabalho das mulheres, mais especificamente sobre as atrizes e cineastas. A sala abrirá espaço também para eventos realizados por mulheres. A cada atualização, o registro anterior vai para o arquivo e poderá ser acessado tanto pelo índice como pelo arquivo geral - os links estão ao pé desta página.

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Talentos revelados

Fotos: Sandra Corveloni em cena de "Linha de Passe" (2008),
de Walter Salles e Daniela Thomas

É claro que o prêmio de Melhor atriz para Sandra Corveloni no Festival de Cannes 2008 por “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas, foi uma ótima e bem-vinda surpresa. E tem mesmo que ser comemorado.

Mas se olharmos bem para a história do cinema brasileiro um fato se impõe: a cada fornada de filmes vão surgindo novos e talentosíssimos nomes. Só para ficarmos no elenco feminino - objeto desse site -, e apenas considerando as últimas três décadas, foi assim com Fernanda Torres, Dira Paes, Ana Beatriz Nogueira e Marcélia Cartaxo nos anos 1980; com Leona Cavalli nos anos 1990; e com Hermila Guedes, Alice Braga, Carla Ribas, Rosane Mulholland e Tainá Muller nesses anos 2000.

E essa impressionante marca do cinema brasileiro, que sempre se pautou por grandes atrizes – um dos motivos de existência desse site – continua a revelar e revelar nomes. Três dos últimos filmes brasileiros que estiveram em cartaz nos cinemas ou em festivais vêm somar mais alguns novos e grandes talentos a essa verdadeira constelação.

Arieta Correia

Marcelo Masagão não é dos cineastas mais populares. Depois da consagração imediata com o belíssimo documentário “Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos” (1998), nunca mais foi unanimidade – seu “1,99 – Um Supermercado que Vende Palavras” (2003) é mesmo uma decepção. Mas em seu novo filme, “Otávio e as Letras” (2007), ele volta a demonstrar porque é um dos cineastas mais autorais do cinema brasileiro. E em “Otávio e as Letras” ele contou com a presença arrebatadora da atriz Arieta Corrêa. Com trabalhos na televisão e no teatro, a paulista Arieta Corrêa tem seu primeiro e grande momento nas telas do cinema brasileiro.


Fabíula Nascimento

Marcos Jorge escalou João Miguel para protagonizar seu filme “Estômago” (2007) e acertou em cheio. Mas além da ótima direção e da composição perfeita de João Miguel para o nordestino Raimundo Nonato, o filme tem outro trunfo chamado Fabiúla Nascimento. A atriz curitibana está perfeita como Iria, a prostituta por quem Raimundo Nonato cai de amores. Desconhecida do grande público, Fabiúla Nascimento é outra presença inesquecível em nossas telas.

Nash Laila

Em 1997, Paulo Caldas e Lírio Ferreira abalaram o cinema nacional com o impactante “Baile Perfumado”. Depois, cada um seguiu caminhos separados, mas com a garantia de continuidade de cinema de qualidade. Paulo Caldas vem aí com mais um ótimo filme, apresentado até então em vários festivais: “Deserto Feliz” (2007). Em seu novo trabalho ele fala de turismo sexual, contrabando de animais silvestres e uma história de amor entre uma prostituta adolescente e um turista alemão. E para protagonista, Paulo Caldas escalou a pernambucana Nash Laila. A jovem atriz compõe Jéssica com brilho e entrega.

Arieta Correia, Fabíula Nascimento e Nash Laila. Três nomes para guardar e acompanhar.


Julho/2008

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