Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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157 – SÔNIA OITICICA
+ 16 de fevereiro de 2007

Foto: com Roberto Acácio em cena de "Pureza" (1940), de Chianca de Garcia


Uma das damas dos nossos palcos, Sônia Oiticica levou sua arte também para a televisão e para o cinema. Uma das intérpretes prediletas – e dizem, paixão não correspondida - do dramaturgo Nelson Rodrigues, a atriz encenou várias de suas peças e, anos mais tarde, marca presença em uma de suas adaptações para o cinema, `Bonitinha, mas Ordinária’, de Braz Chediak.

Sônia Oiticica está ligada a alguns dos principais momentos da história do teatro brasileiro, como o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno. A atriz protagoniza a primeira produção, em 1938, como Julieta, no clássico `Romeu e Julieta’, de Shakespeare, dirigido por lendária Itália Fausta. Entre tantos trabalhos memoráveis nos palcos está a Zulmira de `A Falecida’, de Nelson Rodrigues, em que contracena com Sérgio Cardoso. Na televisão, a atriz estréia em novelas em 1966, em `Redenção’, em uma carreira televisiva em que atuará em alguns momentos mais luminosos da teledramaturgia moderna,  como `Gabriela’ (1975), `Gaivotas’ (1979), `Os Adolescentes’ (1981) e `Ninho da Serpente’ (1982), marcos de Walter George Durst, a primeira, e Jorge Andrade, as três últimas. Sônia Oiticica estréia no cinema em 1940 no filme `Pureza’, sucesso de crítica na época. Realizado pela Cinédia, de Adhemar Gonzaga, o filme é uma adaptação do romance de José Lins do Rêgo dirigida pelo português Chianca de Garcia, que veio ao Brasil especialmente para realizá-lo.

A década em que Sônia Oiticica mais se dedicou ao cinema foi a de 70, em que atua em filmes diversos como o musical `A Moreninha’ – filme que lançou Sônia Braga como protagonista; `Cio – Uma História de Amor’, do mestre da pornochanchada Fauzi Mansur; e o policial `O Caso Cláudia’, de Miguel Borges. Em 1981 atua na adaptação cinematográfica de `Bonitinha, mas Ordinária’, de Nelson Rodrigues, dirigida por Braz Chediak.

- ‘Pureza’ (1940), de Chianca de Garcia;
- ‘A Moreninha’ (1970), de Glauco Mirko Larelli;
- ‘Cio – Uma Verdadeira História de Amor’ (1971), de Fauzi Mansur;
- ‘O Desconhecido’ (1977), de Ruy Santos;
- ‘O Caso Cláudia’ (1979), de Miguel Borges;
- ‘Os Noivos’ (1979), de Afrânio Vital;
- ‘Bonitinha, mas Ordinária’ (1981), de Braz Chediak;
- ‘Dora, Doralina’ (1982), de Perry Salles.

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