Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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164 – SÔNIA MAMEDE
4 de julho de 1936 – 5 de abril de 1990, *Rio de Janeiro

Foto: com Oscarito e Cyll Farney em cena de
`Duas Histórias' (1960), de Carlos Manga

O Brasil é gigante em talentos cômicos, seja no teatro, na televisão ou no cinema. As chanchadas foram um momento luminoso no Cinema Nacional para o talento desses artistas, verdadeiros gênios dessa arte, como Oscarito, Grande Otelo e Zezé Macedo. E entre eles está a saudosa Sônia Mamede. 

Sônia Mamede começou sua carreira no teatro, e foi nos palcos que o genial cineasta Carlos Manga, o maior nome das chanchadas ao lado de Watson Macedo, a descobriu. A atriz estreou em `Garotas e Samba’, filme dirigido por Manga em 1957. Segundo Sérgio Augusto, em `Esse Mundo É Um Pandeiro’, ela substituiu Nancy Wanderley e Consuelo Leandro, que haviam recusado o papel. Sônia Mamede torna-se então umas das atrizes preferidas do diretor e atua em mais nove filmes seus. Nessas chanchadas, as deliciosas comédias dos anos 50, a atriz contracenou com o genial Oscarito em vários títulos: `De Vento em Popa’, `Esse Milhão é Meu’, `Duas Histórias’, `Pintando o Sete’. Outro veículo em que ela se eternizou foi a televisão, em vários programas humorísticos, como `Balança, Mas Não Cai’ – a personagem Ofélia é um clássico do humor, e foi, posteriormente, interpretada por Íris Bruzzi e Cláudia Rodrigues.  

Com o final das chanchadas, Sônia Mamede ainda permaneceu atuando no Cinema Nacional até o ínicio dos anos 90.  José Cajado Filho, Mozael Silveira, Flávio Migliaccio, Alfredo Sternheim e Sílvio de Abreu foram os outros diretores com quem trabalhou. Sívio de Abreu, que a dirigiu em dois filmes, `Elas são do Baralho’ e `A Árvore do Sexo’, e é autor de várias novelas de sucesso, a escalou para `Jogo da Vida’, novela global realizada em 1981.

- `Garotas e Samba’ (1957), de Carlos Manga;
- `De Vento em Popa’ (1957), de Carlos Manga;
- `É a Maior’ (1958), de Carlos Manga;
- `Esse Milhão É Meu’ (1959), de Carlos Manga;
- `Pintando o Sete’ (1959), de Carlos Manga;
- `O Palhaço o que é? (1959), de Carlos Manga;
- `Duas Histórias’ (1960), de Carlos Manga;
- `O Cupim’ (1960), de Carlos Manga;
- `Cacareco vem aí’ (1960), de Carlos Manga;
- `Aí Vem a Alegria’ (1960), de José Cajado Filho;
- `Jesus Cristo, Eu Estou Aqui’ (1970), de Mozael Silveira;
- `Assalto à Brasileira’ (1971), de Flávio Migliaccio;
- `Assim Era a Atlântida’ (1975), de Carlos Manga;
- `Elas São do Baralho’ (1977), de Sílvio de Abreu;
- `A Árvore dos Sexos’ (1977), de Sílvio de Abreu;
- `Brisas do Amor’ (1982), de Alfredo Sternheim

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