Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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032 - SÔNIA BRAGA 
8 de junho de 1950, *Maringá, PR

Foto: cena de "A Dama do Lotação" (1978),
 de Neville D' Almeida

Atriz brasileira mais famosa em Hollywood depois de Carmen Miranda, Sônia Braga é uma estrela essencialmente cinematográfica. Mesmo tendo sido sucesso absoluto em novelas como ´Gabriela´ e `Dancin´ Days`, é na tela do cinema que Sônia Braga encontra seu melhor veículo. É onde se agiganta em talento, com o seu estilo de interpretação expontânea, emotiva e sensual, revolucionando o padrão de beleza com sua pele morena e tipo físico.

Sônia Braga foi estrelinha na tv no início de carreira, primeiro no programa ´O Mundo Encantado de Ronnie Von`, onde era a fadinha que lia as cartas e depois no cult `Vila Sésamo`. Estréia em novelas em “Irmãos Coragem’ (1970), mas seu impacto na tv se deu mesmo ao protagonizar `Gabriela`, em 1975. A atriz estreou no cinema em 1968, fazendo uma ponta no clássico do Cinema Marginal `O Bandido da Luz Vermelha´, e já no segundo, `A Moreninha’, é protagonista Sua explosão nacional e internacional se dái em `Dona Flor e Seus Dois Maridos`, seguido de mais dois grandes sucessos, `A Dama do Lotação` e `Eu Te Amo´. Os três filmes a transformaram na mulher mais desejada do Brasil, um dos nossos maiores "sex symbol".

A participação da atriz em `O Beijo da Mulher Aranha´, de Hector Babenco, em 1984, foi o seu passaporte internacional definitivo.  Sônia Braga muda-se para os Estados Unidos, onde é dirigida, entre outros, por mitos americanos como Robert Redford e Clint Eastwood. Voltou ao Brasil para protagonizar `Tieta do Agreste`, de Carlos Diegues, em 1995, e daí em diante intercalou trabalhos lá e aqui. Ano passado, a atriz recebeu do governo dos Estados Unidos a cidadania americana.

- `O Bandido da Luz Vermelha`(1968), de Rogério Sganzerla;
- `A Moreninha` (1970), de Glauco Mirko Laurelli;
- `O Cleo e Daniel’ (1970), de Roberto Freire;
- `O Capitão Bandeira contra o Doutor Brazil’ (1971), de Antonio Calmon
- `Mestiça, A Escrava Indomável’ (1973), de Lenita Perroy;
- `O Casal` (1975), de Daniel Filho;
- `Dona Flor e Seus Dois Maridos` (1976), de Bruno Barreto;
- `A Dama do Lotação` (1978), de Neville D´Almeida;
- `Eu Te Amo`(1980), de Arnaldo Jabor;
- `Gabriela, Cravo e Canela` (1982), de Bruno Barreto (produção estrangeira);
- `O Beijo da Mulher Aranha` (1984), de Hector Babenco;
- `Tieta do Agreste` (1995), de Carlos Diegues;
- `Memórias Póstumas` (1999), de André Klotzel.

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