Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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SIMONE SPOLADORE
29 de outubro de 1979 * Curitibaão Paulo - PR

Foto: cena de "Desmundo" (2002)
de Alain Fresnot

Dirigindo por Luiz Fernando Carvalho, “Lavoura Arcaica” foi um acontecimento cinematográfico em 2001. O filme, uma adaptação primorosa do romance de Raduan Nassar, tem elenco de brilho, e uma das atrações foi a revelação da atriz Simone Spoladore.

Simone Spoladore começou a carreira artística pela dança – iniciou-se no balé clássico aos seis anos. Na adolescência se aproximou do teatro, mas foi a estréia do diretor de televisão Luiz Fernando Carvalho no cinema, com “Lavoura Arcaica”, que mudou a vida da jovem atriz. Simone Spoladore compareceu à sessão de testes sem ter feito inscrição e acabou roubando o papel da personagem Ana de centenas de pretendentes. A atriz chamou a atenção da crítica nesse filme premiado em vários festivais, como em Brasília, São Paulo, Montreal, Cartagena e Havana. Luiz Fernando Carvalho convidou a jovem atriz para a TV, e sua estréia na telinha foi em grande estilo: a minissérie “Os Maias”, de Maria Adelaide Amaral, em 2001, um dos grande momentos recentes da teledramaturgia. Depois disso, eles repetiram a dobradinha na novela “Esperança”, em 2002, escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por ele – na época, eles começaram o namoro. Simone Spoladore deu seqüência à carreira cinematográfica e seu segundo filme é o destacado e premiado “Desmundo” (2002), de Alain Fresnot, em que ela faz a protagonista Oribela.

Nos últimos dois anos, Simone Spoladore intensificou sua atuação no cinema. A atriz está em “O Ano que Meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburger, como a mãe do protagonista mirim; é a Alaíde na adaptação de “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, dirigido pelo filho do genial dramaturgo, Joffre Rodrigues; e em longas de João Batista de Andrade e Daniel Filho, e em alguns curtas.

- “Lavoura Arcaica” (2001), de Luiz Fernando Carvalho;
- “Desmundo” (2002), de Alain Fresnot;
- “Achados e Perdidos” (2002), curta de Eduardo Albergaria;
- “Infinitamente Maio” (2003), curta de Cacau Rhoden;
- “Alice” (2005), curta de Rafael Gomes;
- “Dramática” (2005), curta de Ava Gaítan;
- “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” (2006), de Cao Hamburger;
- “Veias e Vinhos – Uma História Brasileira” (2006), de João Batista de Andrade;
- “Vestido de Noiva” (2006), de Joffre Rodrigues;
- “O Melhor Sorriso de Getúlio” (2007), curta de Fernando Schmidt;
- “Primo Basílio” (2007), de Daniel Filho.




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