Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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Sara Silveira

Foto: com Carlos Reichenbach
Fonte/Foto: "Carlos Reichenbach - O Cinema Como Razão de Viver", de Marcelo Lyra
 para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo

Uma das mais importantes produtoras do cinema brasileiro contemporâneo, Sara Silveira é parceira de primeira hora do grande cineasta Carlos Reichenbach. Gaúcha como ele, os dois são sócios-fundadores da produtora Dezenove Som e Imagens Produções, responsável pelos últimos filmes do cineasta. 

Nascida em 15 de junho de 1950, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Sara Silveira começou como assistente de produção nos anos 80, período em que trabalhou em filmes como “Nasce Uma Mulher” (1982), de Roberto Santos, “Além da Paixão” (1984), de Bruno Barreto e “O País dos Tenentes” (1986), de João Batista de Andrade.  

E foi exatamente na época de “O País dos Tenentes” que se deu o seu encontro com o Carlão, conforme o cineasta narra na sua biografia da Série Aplauso, editada Imprensa Oficial de São Paulo, “O Cinema como Razão de Viver”, de Marcelo Lyra. Segundo Carlão, quando realizava sua obra-prima “Filme Demência” (1985), ficou sem produtor e lhe indicaram o nome de Sara para a produção executiva. Lá, ele confessa que no início achou que não ia dar certo, mas que depois se rendeu diante ao profissionalismo e a competência dela. Como durante as filmagens faltou dinheiro, ele teve que dispensá-la, mas no filme seguinte, “Anjos do Arrabalde” (1987), trouxe-a de volta para o seu set e nunca mais se separaram. 

Em 27 de agosto de 1991, Sara Silveira e Carlos Reichenbach fundam a “Desenove Som e Imagens Produções”. Além de produzir os filmes seguintes de Reichenbach, “Alma Corsária” (1994), “Dois Córregos” (1999), “Garotas do ABC” (2005) e “Bens Confiscados” – esse último junto com a atriz e protagonista do filme, Betty Faria, Sara Silveira esteve a frente de alguns dos mais notáveis filmes da nova geração. “Ação entre amigos” (1998), de Beto Brant, “Bicho de Sete Cabeças” (2000), de Laís Bodanzki e “Durval Discos”, de Anna Muylaert são alguns desses exemplos, de um cinema autoral e vibrante. 

O longa  “A Hora Mágica” (1999), de Guilherme de Almeida Prado,  e o curta “A Voz do Morto”  (1993), de Sérgio Zeigler e Vitor Ângelo são outros títulos produzidos por Sara Silveira. O episódio “Desordem em Progresso", dirigido por Carlos Reichenbach em 1988, em 16 mm e ampliado para 35 mm no longa metragem internacional "City Life", marcou a atuação de Sara Silveira em duas outras frentes: Assistente de Direção e Continuidade.

Outros trabalhos:

Produção Executiva:
”Almoço Executivo”  (1994), de Marina Person e Jorge Espírito Santo;
"A Grande Noitada" (1995), de Denoy de Oliveira;
"Os Matadores" (1995) de Beto Brant;
"Alô?!" (1995), de Mara Mourão;
"Glaura" (1994), curta de Guilherme de Almeida Prado.

Diretora de Produção e Produção Comercial
"16060" (1994), de Vinicius Mainard;
"Perfume de Gardênia" (1991), de Guilherme de Almeida Prado;
"Sua Excelência O Candidato" (1990), de Ricardo Pinto e Silva;
"Os Trapalhões em A Árvore da Juventude" (1990), de José Alvarenga Junior;
"Escola Atrapalhada" (1990), de Antonio Rangel;
"Xuxa e os Trapalhões em O Segredo de Robin Hood" (1990), de José Alvarenga Junior;
"O Corpo" (1989), de José Antonio Garcia.

Diretora de Produção
"Uma Noite com Oswald" (1991), episódio de Ignacio Zatz e Ricardo Dias do longa “Oswaldianas”;
"Bastidores" (1989), curta de Carla Camurati;
"Vai Trabalhar Vagabundo II" (1989), de Hugo Carvana;
"Adultério" (1988), curta de Ricardo Pinto e Silva;
"Chuá" (1988), curta de Mirella Martinelli;
"O Grande Mentecapto" (1987), DE Oswaldo Caldeira;
"A Dama do Cine Shangai" (1986/1987), de Guilherme de Almeida Prado;
"Ulla" (1985), curta de Luiz Carlos Araújo

Assistente de Produção:
"Luar Sobre Parador" (1987), de Paul Mazurzki;
"Fogo e Paixão" (1987), de Marcio Kogan e Isay Weinfeld
"Ma que Bambina" (1986), de Antonio Cecílio Neto.

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