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Sandra Werneck
Nascida no Rio de Janeiro em 5 de maio
de 1951, Sandra Werneck vem construindo importante carreira cinematográfica desde os anos
70. Em sua primeira fase de cineasta, Sandra
Werneck dirigiu documentários de curta e média-metragem, muito deles
premiados em festivais. O primeiro curta, “Bom Dia Brasil”,
realizado em 1976, tem também roteiro de sua autoria, e conta a história de um
nordestino que chega ao Rio de Janeiro. Três anos depois, em 1979, realiza
“Ritos de Passagem”, curta sobre travestis cariocas, mesmo ano em que dirige
outro curta importante, “Damas da Noite”, sobre a prostituição infantil,
premiado pelo público no Rio Cine Festival. Em 1983, Sandra Werneck dirige “Pena
Prisão”, média-metragem sobre uma prisão feminina no Rio de Janeiro,
premiado pelo público no Festival de Brasília. Em 1986 dirige um curta que mescla ficção
com documentário, “Geléia Geral”, protagonizado por Pedro Cardoso e com
depoimentos de personalidades como Glauber Rocha, Fernanda Montenegro e Gilberto
Gil. Na década de 90, dirige dois filmes
notáveis: o premiado “A Guerra dos Meninos”, em 1991, documentário
premiado em Gramado, e em festivais de Amsterdã e Havana; e “Pornografia”,
em 1992, curta polêmico em co-direção com Murilo Salles. Além da carreira de cineasta e
roteirista, Sandra Werneck atua também por trás das câmeras como assistente
de direção de Oswaldo Caldeira em “O Bom Burguês”, em 1979, e em “Luz
Del Fuego”, de David Neves em 1982. Em 1996, Sandra Werneck envereda pelos
longas de ficção e realiza uma comédia romântica de grande aceitação pelo
público, “Pequeno Dicionário Amoroso”, protagonizado por André Beltrão e
Daniel Dantas. Quatro anos depois, em 2000, volta a
dirigir mais uma comédia romântica, dessa vez protagonizada por Murilo Benício
e Carolina Ferraz, “Amores Possíveis”, outro grande sucesso de público. Em 2004, Sandra Werneck associa-se ao diretor e também fotógrafo Walter Carvalho – fotógrafo de alguns de seus filmes, para levar para as telas a vida do cantor e compositor Cazuza. O filme, “Cazuza, O Tempo Não Pára”, em interpretação estupenda de Daniel de Oliveira no papel título, foi um dos grandes sucessos desses anos 2000. Agora,
Sandra Werneck volta ao documentário em "As Meninas", a ser lançado
em 2006, sobre |
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