Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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045 – SANDRA BARSOTTI
1951, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: cena de "Confissões de Uma Viúva Moça" (1976), de Adnor Pitanga


Na década de 70 o Cinema Nacional voltou a abarrotar as salas com um novo gênero: as pornochanchadas. Se as chanchadas das décadas de 40 e 50 arrepiavam os críticos, essa nova fase foi ainda mais combatida por eles, que não suportavam o tom vulgar presente em muitos desses filmes, até mesmo em alguns títulos. Polêmicas à parte, as pornochanchadas também revelaram suas musas, e a belíssima Sandra Barsotti é com certeza uma delas.

Sandra Barsotti começou sua carreira no teatro amador, atuando em peças infantis. Estréia no cinema aos 20 anos, como protagonista do filme `Romualdo e Juliana`, de André Williéme, em 1971. Com o advento das pornochanchadas, Sandra Barsotti passa a década de 70 atuando em vários filmes do gênero, consagrando-se como uma de suas estrelas. A atriz participa de filmes de cineastas como Victor di Mello, Alberto Pieralisi, Adriano Stuart, entre outros. Na televisão, começa a atuar em novelas em 1975 na clássica `Pecado Capital`, de Janete Clair, sendo que seu maior momento na telinha é como uma das protagonistas da não menos clássica `O Casarão`, de Lauro César Muniz.

A identificação de Sandra Barsotti com as pornochanchadas deságua em outras praias, e em 1976 ela é uma das roteiristas do filme em episódios `Tem Alguém na Minha Cama`. A partir da década de 80 passa a privilegiar sua carreira na tv, onde atua em várias produções entre novelas e minisséries. Em 1978, Sandra Barsotti é um dos astros e estrelas que dão depoimentos no documentário ´Assim Era a Pornochanchada`.  Volta às telas em 2000, no filme “Vida e Obra de Ramiro Miguez”, de Alvarina Souza e Silva.

 - `Romualdo e Juliana` (1971), de André Williéme;
- `Quando as Mulheres Paqueram` (1971), de Victor di Mello;
- `Eu Transo, Ela Transa` (1972), de Pedro Camargo;
- `A Difícil Vida Fácil` (1972), de Alberto Pieralisi;
- `O Grande Gozador’ (1972), de Victor di Mello;
- `Divórcio à Brasileira` (1973), de Ismar Porto;
- `Os Primeiros Momentos` (1973), de Pedro Camargo;
- `Um Varão Entre as Mulheres’ (1974), de Victor di Mello;
- `Os Maníacos Eróticos` (1975), de Alberto Salva;
- `Deixa Amorzinho... Deixa` (1975), de Saul Lachtermacher;
- `Confissões de uma Viúva Moça` (1976), de Adnor Pitanga;
- `Tem Alguém na Minha Cama’ (1976), roteirista do episódio dirigido por Francisco Pinto Jr.;
- `O Vampiro de Copacabana’ (1976), de Xavier de Oliveira;
- `A Noite dos Duros` (1978), de Adriano Stuart
- `Pecado sem Nome’ (1978), de Juan Siringo;
- `Assim Era a Pornochanchada` (1978), de Cláudio MacDowell e Victor di Mello;
- `Os Melhores Momentos da Pornochanchada’ (1978), de Lenine Otoni e Victor di Mello;
- `Um Casal de 3` (1982), de Adriano Stuart;
- `Vida e Obra de Ramiro Miguez (2000), de Alvarina Souza e Silva

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