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Sala Isabel
Ribeiro |
Aqui,
uma abordagem inédita: críticas a partir dos trabalhos das atrizes e/ou das
cineastas, e não a partir do filme. *********************************************************** 023 - CINEOP - 1ª MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO
Fernanda
Hallak, Raquel Hallak e Quintino Vargas
CINEOP
VEIO PARA FICAR Público
estimado em 24.100 pessoas. Realizada
pela Universo Produção, que tem à frente Raquel Hallak, Quintino Vargas e
Fernanda Hallak, o mesmo trio da Mostra de Tiradentes, a CINEOP – 1a
Mostra de Cinema de Ouro Preto chegou para ficar. Foi impressionante ver, já em
uma primeira edição, uma mostra reunir tanta gente, com sessões de cinema
lotadas, além da grande participação nas oficinas e seminários. A CINEOP
exibiu 44 filmes, entre longas, curtas e vídeos, de 14 a 18 de junho, mas o
grande diferencial foi mesmo o tema do evento, Preservação, Restauração e
Memória, tendo Ouro Preto como cenário perfeito. A
CINEOP reservou três dias para seminários que discutiram a restauração,
preservação e memória do cinema brasileiro. Entre os presentes, um verdadeiro
quem é quem da área, dentre eles, Carlos Magalhães e Patrícia de Fillipi, da
Cinemateca Brasileira; Hernani Heffner, da Cinemateca do MAM; Clóvis Molinari,
do Arquivo Nacional; Myrna Brandão, do Centro de Pesquisadores do Cinema
Brasileiro; e José Tavares Barros, professor e pesquisador. O
seminário reuniu ainda os herdeiros de quatro mestres do cinema brasileiro:
Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman e Rogério Sganzerla.
Paloma Rocha, Maria de Andrade, Maria Hirszman e Helena Ignez, respectivamente,
estão à frente da restauração da obra de cada um dos cineastas, e, no seminário,
contaram para o público sobre as experiências individuais diante do difícil
trabalho. O
Mulheres acompanhou boa parte das mesas dos dois primeiros seminários, o
primeiro sobre resultados dos projetos de restauração e o segundo sobre rumos
da política estatal e privada para o setor. O terceiro seminário foi sobre
novas tecnologias aplicadas à restauração e recuperação de filmes, além de
discussão sobre aspectos éticos e estéticos das técnicas de restauro. O
que mais impressionou foi saber que, na verdade, não existe uma política de
fato para a preservação e restauração da nossa memória cinematográfica. É
alarmante descobrir que mais de 70% dos filmes realizados antes da década de 60
desapareceram para sempre. Mais alarmante ainda, descobrir que filmes recentes
estão indo para o mesmo caminho, como obras de Eduardo Coutinho e David Neves. As
representantes dos projetos de Glauber, Joaquim, Leon e Sganzerla contaram, e
detalharam, a via-crúcis percorrida para garantirem a integridade da
filmografia dos nossos mestres. E não deixaram de lamentar a ausência do
Estado nessa responsabilidade. Porém, como elas mesmas disseram, já que o
Estado não faz, as famílias fazem, o que não pode é assistir de camarote o
desaparecimento de boa parte da memória do cinema, e, conseqüentemente, da
história brasileira. Já
virou senso comum, muitas vezes até sem razão, dizer que o Brasil e/ou o
brasileiro não tem memória. Tem hora que dá raiva ouvir isso tão
rotineiramente, já que há muitos pesquisadores suando bicas para tentar
resgatar o nosso passado. Mas é difícil não querer fazer coro à essas vozes
quando se vê tal estado de coisas. Por isso, ver uma mostra de cinema focada
nesse tema e sendo
realizada em uma cidade que é patrimônio mundial, só faz mesmo encher os
olhos. Passaram
também pela CINEOP nomes fundamentais do cinema e das artes cênicas
brasileiras como o ator e diretor Paulo José em belíssimo encontro com o ator
Milton Gonçalves para a exibição em cópia restaurada de “Macunaíma”, de
Joaquim Pedro de Andrade, filme de abertura da Mostra. Marcou presença também
o cineasta Vladimir Carvalho, que prestigiou a exibição de seu curta clássico
“A Bolandera”, de 1967, também restaurado. Cineastas como Fábio Carbalho,
Isabel Lacerda, Paula Gaitán também participaram da Mostra. Os
filme inéditos exibidos vieram
com delegações, como Lírio Ferreira com “Árido Movie”; Joffre
Rodrigues com “Vestido de Noiva”; José Jofilly com “Achados e
Perdidos”; Erik Rocha com “Intervalo Clandestino”; Toni Venturi com “Dia
de Festa”; e Otto Guerra com “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock N´Roll”. De
Joaquim Pedro de Andrade, um dos homenageados da CINEOP, foram exibidos, além
de “Macunaíma”, os longas “O Padre e a Moça” e “Os Inconfidentes”,
e o curtas “O Poeta do Castelo” e “O Aleijadinho”. Os outros
homenageados do CINEOP foram Salvador Trópia, fundador do Cine Vila Rica, e o
projecionista Seu Adão Soares Gomes, em comemoração aos 50 anos dedicados à
profissão no Cine Vila Rica. O CINEOP – 1a Mostra de Cinema de Tiradentes apresentou sua programação no Cine Vila Rica, no Cine-Praça montado na Praça Tiradentes e no Centro de Convenções. Foi montada também uma agenda de shows com Maurício Tizumba, Vander Lee e Marina Machado no Centro de Convenções, além da apresentação do musical “O Homem da Gravata Florida”, com Regina Spósito e Marina Machado sob a direção de Chico Pelúcio, na Praça Tiradentes. Cortejos com o Tambor Mineiro e o Cortejo Brasil animaram as ruas de Ouro Preto e deram um colorido especial à CINEOP.
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| Sala
Dina Sfat Diretoras |
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| Sala
Betty Faria Por trás das câmeras |
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| Sala
Glauce Rocha Entrevistas |
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| Sala
Marília Pêra Críticas |
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| Sala
Lilian Lemmertz Elas por Eles |
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| Sala
Sônia Braga Cartazes |
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| Sala
Sandra Bréa Datas comemorativas |
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| Sala
Helena Ignez Notas |
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| Sala
Anecy Rocha Citações |
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| Sala
Luíza Maranhão Comentários |
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| Sala
Darlene Glória Arquivo Geral |
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| Sala
Odete Lara
Referências |
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| Sala
Adriana Prieto O Site |
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