Sala Lilian Lemmetz
A
Sala Líliam Lemmertz é reservada para as homenagens dos
Homens do Cinema Brasileiro às Mulheres do Cinema Brasileiro. A
cada atualização, a homenagem anterior vai para o arquivo
e pode ser acessada tanto pelo índice como pelo arquivo geral -
os links estão ao pé desta página.
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MARIA LUÍSA
MENDONÇA por REINALDO PINHEIRO

Meu nome é Reinaldo Pinheiro, já fiz sete curtas-metragens
e agora estou lançando um longa-metragem chamado “Nossa Vida Não
Cabe Num Opala”, que é uma adaptação cinematográfica
do texto do Mario Bortolotto, “Nossa Vida Não Vale um Chevrolet”.
Eu queria homenagear a Maria Luísa Mendonça, que é
uma atriz do meu filme, e não é à toa que ela é
atriz do meu filme. Foi a pessoa que eu escolhi para falar aqui no site.
A
Maria Luísa é assim, desde a primeira vez que eu a vi no
cinema, ela bateu muito fundo, foi uma coisa que chamou muita atenção.
Uma atriz, na minha opinião, completa, uma presença cênica
muito forte. Se eu me recordo bem eu acho que foi... não sei se
foi no “Coração Iluminado” ou nas “Três Marias”...
Eu acho que foi no “Coração Iluminado”, que fantástico
a aparição dela. É uma atriz que trabalha muito com
o Babenco, que é um diretor que gosta e sabe dirigir ator. Eu tenho
muito essa coisa da direção de ator, então é
gostoso trabalhar com atores que têm essa carpintaria do ator. Quando
eu via esses filmes dela, o “Coração Iluminado”, o filme
do Gervitz também, o “Jogo Subterrâneo”, “As Três Marias”,
eu falava assim “um dia eu quero trabalhar com a Maria Luisa Mendonça,
porque eu acho que pode acrescentar muito ao filme e a mim até
como diretor, pode ser uma troca muito interessante”. E foi. Ela acabou
de ser premiada agora no Cine PE também como Melhor Atriz no filme,
e ela, digamos assim, nem é a atriz principal. Como tem muitos
atores e atrizes no meu filme, ela é uma atriz coadjuvante até,
mas faz um papel fantástico, porque ela aparece três vezes
com os irmãos, contracenando, e as pessoas gostam muito, se tocam
muito.
Durante
as filmagens, ela foi muito colaborativa. A gente conversou muito antes,
mas sempre tinha uma coisa que ela acrescentava, ela me questionava, e
agente crescia junto. Teve até um dia que foi muito engraçado.
Tinha um diálogo que ela falou assim “Reinaldo, não está
encaixando muito bem, vou tentar fazer”. Ela tentou fazer e parece que
faltava alguma coisa, faltava um certo... não sei se distanciamento
dela, alguma coisa assim. Na hora, a gente trabalhou junto isso, até
fiz para ela como é que ia ser, e ela também colaborou.
Quer dizer, foi um trabalho muito parceiro, e ficou muito bacana.
Então,
assim, eu acho que eu realizei um sonho de um dia trabalhar com uma atriz
que para mim é uma das grandes atrizes do cinema brasileiro: Maria
Luisa Mendonça.
Depoimento
para o Mulheres em junho/2008
durante a "CINEOP - 3ª Mostra de Cinema de Ouro Preto"
Reinaldo Pinheiro é
cineasta, produtor e roteirista.
Dirigiu vários curtas: "Mais Luz" (1987); "Dia de
Visita" (1988 -
com Umberto Martins; "A Desforra da Tittia" (1995) (1995)
- com Eduardo Quirino; "Algo em Comum" (1999) e
"BMW Vermelho" (2000) - ambos com Eduardo Ramos.
Produziu ""Dizem que Sou Louco" (1994),
de Miriam Chnaiderman e "Cidades Possíveis" (2002),
de Safira Lyra.,
"Nossa Vida Não Cabe Num Opala" (2008) é
seu primeiro longa-metragem.
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