Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 5
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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Sala Isabel Ribeiro

A Sala Isabel Ribeiro é dedicada às atrizes. Uma das grandes marcas do cinema brasileiro é a variedade de gêneros e estilos de interpretação. O cinema nacional tanto revelou nomes como se tornou abrigo para outros tantos que vieram do teatro, do circo e da televisão. A cada atualização, a homenagem anterior vai para o arquivo e pode ser acessada tanto pelo índice como pelo arquivo geral - os links estão ao pé desta página.

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AIZITA NASCIMENTO
14 de julho de 1939, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: com Jorge Dória em "Como Era Boa A Nossa Empregada" (1973),
em episódio de Victor di Mello

Tem uma famosa marchinha de carnaval que diz, maliciosamente, que “branca é branca, preta é preta, mas a mulata é tal”. E nesse departamento, a carioca Aizita Nascimento é mesmo uma das mais amadas e soberanas musas.

Aizita Nascimento despontou para o universo artístico como Miss Renascença e causou rebuliço como uma das finalistas para o concurso Mis Guanabara em 1963. O sucesso carimbou seu passaporte para o cinema, a televisão e os palcos. Na TV, participou de programas humorísticos e de variedades, e também como atriz de novelas. A primeira foi “Passo dos Ventos”, de Janete Clair, veiculada na Globo em 1968 e 69 – atuou ainda em novela na Excelsior e na Bandeirantes. A estréia em cinema foi em “Cristo de Lima” (1968), de Wilson Silva. No filme ela é Narcisa, mulher do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Ainda na década de 60, Aizita Nascimento atua no cult “Brasil Ano 2000” (1969), de Walter Lima Jr. Mas o grande sucesso se dá com o divertido e amargo episódio “O Melhor da Festa”, dirigido por Victor di Mello, um dos três seguimentos do longa “Como Era Boa a Nossa Empregada” (1973) – Mello dirige dois e Ismar Porto dirige outro. A atriz está ótima e irresistível como a empregada que enlouquece Naná, o personagem do grande Jorge Dória. Depois, Aizita Nascimento volta a protagonizar outro episódio, dessa vez em “Pastéis Para Uma Mulata”, dirigido por Jece Valadão, do longa “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976)

- “Cristo de Lama” (1968), de Wilson Silva;
- “Brasil, Ano 2000” (1969), de Walter Lima Jr;
- “Como Era Boa a Nossa Empregada” (1973), episódio de Victor di Mello;
- “Ninguém Segura Essas Mulheres” (1976), episódio de Jece Valadão.