Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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101 – ROSSANA GHESSA
1943, *Carbonia, Itália

Foto: com Flávio Migliaccio em cena de "O Filho do Chef'e" (1974), 
de Victor Lima



A italiana, e brasileira por opção e paixão, Rossana Ghessa é um exemplo perfeito de atriz essencialmente de cinema. Nascida em solo italiano, a bela atriz vem para o Brasil com apenas sete anos, e por aqui se radica e constrói uma extensa carreira cinematográfica, composta de quase 40 filmes

Depois de atuar como garota-propaganda e em fotonovelas, Rossana Ghessa estréia no cinema brasileiro em 1966 no filme `Paraíba, Vida e Morte de um Bandido`, de Victor de Lima - seguido dos expressivos filmes `Bebel, a Garota Propaganda`, de Maurice Capovila, e ´Quelé do Pajeú´, de Anselmo Duarte. Em 1970, a atriz integra a galeria de musas de Walter Hugo Khouri no interessante ´Palácio dos Anjos´, onde divide a cena com deusas como Adriana Prieto, Norma Bengell e Joana Fomm - dez anos depois, volta a trabalhar com o cineasta no ótimo ´Convite ao Prazer´. Os anos 70 e 80 no Cinema nacional serão marcados, sobretudo, pela profícua produção das comédias eróticas – as chamadas pornochanchadas. E Rossana Ghessa será uma de suas maiores musas.

Durante essas décadas, Rossana Ghessa participa de um filme atrás do outro, seja como protagonista - ´Lucíola, o Anjo Pecador`, de Alfredo Sternheim; ou como destaque em produções de alguns dos maiores nomes do gênero – Ody Fraga, Cláudio Cunha e Fauzi Mansur. A atriz afastou-se das telas na metade dos anos 90.

 - `Paraíba, Vida e Morte de Um Bandido` (1966), de Victor de Lima;
- `007 ½ no carnaval` (1966), de Victor de Limas;
- `Carnaval Barra Limpa` (1967), de J. B. Tanko;
- `Enfim Sós... Com o Outro` (1968), de Wilson Silva;
- `Bebel, a Garota Propaganda` (1968), de Maurice Capovila;
- `Quelé do Pajeú´ (1969), de Anselmo Duarte;
- `O Palácio dos Anjos` (1970), de Walter Hugo Khouri;
- `Memórias de Um Gigolô` (1970), de Alberto Pieralisi;
- `Lua de Mel e Amendoim` (1971), de Fernando de Barros e Pedro Carlos Róvai;
- `Ana Terra` (1971), de Durval Garcia;
- `Edy Sexy, O Agente Positivo’ (1971), de Fábio Sabag;
- `Um Marido Sem... é como um Jardim sem Flores` (1972), de Alberto Pieralisi;
- `Obsessão` (1973), de Jece Valadão;
- `Pureza Proibida` (1974), de Alfredo Sterheim;
- `A Noiva da Noite` (1974), de Lenita Peroy;
- `O Filho do Chefão’ (1974), de Victor Lima;
- `Quando as Mulheres Querem prova` (1975), de Cláudio MacDowell;
- `Lucíola, o Anjo Pecador` (1975), de Alfredo Sternheim;
- `Amantes, Amanhã se houver Sol´ (1975), de Ody Fraga;
- `As Secretárias Que Fazem de Tudo’ (1975), de Alberto Pieralisi;

- `Tem Alguém na Minha Cama’ (1976), de Pedro Camargo, Francisco Pinto Jr e Luiz Antônio Piá;

- `O Vampiro de Copacabana` (1976), de Xavier de Oliveira;
- `Snuff, Vítimas do Prazer` (1977), de Cláudio Cunha;
- `O Pequeno Polegar Contra o Dragão Vermelho’ (1977), de Victor Lima;
- `Violência e Sedução’ (1979), de Mozael Silveira;
- `A Pantera Nua’ (1979), de Luiz de Miranda Corrêa;
- `As Borboletas Também Amam’ (1979), de J.B. Tanko;
- `A Virgem e o Bem-Dotado’ (1980), de Edward Freund;
- `O Inseto do Amor` (1980), de Fauzi Mansur;
- `Convite ao Prazer´ (1980), de Walter Hugo Khouri;
- `Bordel – Noites Proibidas’ (1980), de Oswaldo de Oliveira;
- `As Intimidades de Duas Mulheres` (1981), de Mozael Silveira;
- `Me Deixa de Quatro’ (1981), de Fauzi Mansur;
- `Momentos de Prazer e Agonia’ (1983), de Adnor Pitanga.

- `Fêmeas em Fuga` (1985), de Michele Massimo Tarantini
- `Adágio ao Sol´ (1996), de Xavier de Oliveira

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