Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
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202 - ROSAMARIA MURTINHO
24 de outubro de 1935, *Belém, PA

Foto: cena de "Primeiro de Abril, Brasil"

Grande nome do teatro e da televisão, Rosamaria Murtinho fez pouquíssimos filmes em sua carreira. No entanto, guarda em sua estante o importante Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado pelo filme “Primeiro de Abril, Brasil”, de Maria Letícia. 

Nascida em Belém, família da mãe, e criada no Rio, família do pai, Rosamaria Murtinho tem formação de bailarina.  A atriz estreou no teatro em 1953 com a peça “O Caso do Chapéu”, de Francisco Pereira da Silva, passando, a partir daí, a atuar em grandes companhias como Cia Maria Della Costa, TBC, Cia Nydia Licia, Oficina, entre outras – entre seus últimos sucessos no palco estão os musicais “Ô Abre Alas”, sobre Chiquinha Gonzaga, e “Personalíssima”, sobre Isaurinha Garcia. Rosamaria Murtinho estreou no cinema em 1960 em “Estrada da Vida”, uma co-produção Brasil/Alemanha, dirigida por Wolfgang Schleif. Seu filme seguinte foi o lançamento em cinema de um seriado de tv de grande sucesso na época, “O Vigilante Rodoviário”, dirigido por Ary Fernandes, em 1962. É na década de 60 que a atriz vai se consagrar na televisão com sua primeira novela, “A Moça que Veio de Longe”, escrita por Ivani Ribeiro em 1964. Depois disso, atua em papéis marcantes, como Paula em “O Primeiro Amor” (1972), Ivone em “Carinhoso” (1973), Valquíria em “Pai Herói” (1979), Josephine em “Kananga do Japão” (1989) e Romana em “A Próxima Vítima” (1995). 

Rosamaria Murtinho só volta ao cinema na década de 80, período em que faz participação no importante “Natal da Portela”, de Paulo César Saraceni, e em que faz sua única protagonista em longas no filme de estréia da cineasta e também atriz Maria Letícia: “Primeiro de Abril, Brasil”. Casada com o grande ator Mauro Mendonça, a atriz presidiu, nos anos 90, o Sindicato de Atores do Rio de Janeiro. Seu último filme, até agora, é “Didi, O Cupido Trapalhão”, de Paulo Aragão e Alexandre Boury. 

- “Estrada da vida” (1960), de Wolfgang Schleif;
- “O Vigilante Rodoviário” (1962), de Ary Fernandes;
- “A Longa Noite do Amor” (1983), de Afrânio Vital;
- “Primeiro de Abril, Brasil” (1988), de Maria Letícia;
- “Natal da Portela” (1988), de Paulo César Saraceni;
- “Os Moradores da Rua Humboldt” (1992), curta de Luciano Moura;

- “Didi, O Cupido Trapalhão” (2003), de Paulo Aragão e Alexandre Boury.

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