Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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208 - RIVA NIMITZ
1936 - Outubro de 1993


 

Foto: com Ênio Gonçalves (de smoking) em cena de "Viúvas Precisam de Consolo" (1979),
de Ewerton de Castro

Veterana atriz do teatro e da televisão, Riva Nimitz atuou em poucos filmes, apenas cinco. Ainda assim, deixou registrado seu talento em dois grandes momentos do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e da história do cinema brasileiro: “Cinco Vezes Favela” e “O Homem do Pau Brasil”. 

Riva Nimitz começou sua carreira artística no teatro, veículo onde vai construir notável trajetória. Entre esses momentos memoráveis nos palcos está a atuação no Teatro Arena, com sucessos como “Eles Não Usam black-tie”, de Gianfrancesco Guarnieiri, em 1958. Na televisão, estréia na década de 50, desenvolvendo extensa carreira na TV Tupi e também passando por várias emissoras, como Globo, Bandeirantes e SBT. Um de seus maiores sucessos na telinha  foi a vilã Elza de “A Pequena Órfã”, em 1968. Riva Nimitz estréia no cinema em 1954 no filme “A Sogra”, dirigido por Armando Couto e protagonizado por Procópio Ferreira. Mas é em 1962 que atua em uma obra-prima do cinema brasileiro, o curta “Couro de Gato”, do mestre Joaquim Pedro de Andrade, episódio do longa “Cinco Vezes Favela”. Na década de 70, Depois de longo tempo afastada das telas, Riva Nimitz atua na pornochanchada dirigida pelo ator Ewerton de Castro, “Viúvas Precisam de Consolo”.  

Nos anos 80, Riva Nimitz volta a encontrar o cinema autoral de Joaquim Pedro de Andrade no especialíssimo “O Homem do Pau Brasil”. No final da década participa do divertido e personal “Fogo e Paixão”, de Marcio Kogan e Isay Weinfeld. 

- “A Sogra” (1954), de Armando Couto;
- “Cinco Vezes Favela” (1962), episódio de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Viúvas Precisam de Consolo” (1979), de Ewerton de Castro;
- “O Homem do Pau Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Fogo e Paixão” (1988), de Marcio Kogan e Isay Weinfeld.
 

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