Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 4
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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Nome Próprio

 

O cineasta Murilo Salles escreveu um apelo para o público assistir “Nome Próprio”, seu novo filme, na primeira semana. Com isso, o filme conseguiria permanecer mais tempo em cartaz, já que o primeiro final de semana é decisivo na carreira de um filme. O cineasta está correto. Uma semana significa ¼ da receita de uma sala, e em tempos bicudos como os atuais, poucos exibidores bancam um filme à espera do efeito boca a boca.

O distinto público parece interessado em correr às salas só mesmo atrás dos blockbusters. Está aí “Batman – O Cavaleiro das Trevas” que não nos deixa mentir, já que o filme fez público de mais de setecentas mil pessoas só no primeiro final de semana nas 547 salas em que está em exibição no país. Pelo menos, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é um bom filme. Mas seria mesmo ótimo se o público tivesse interesse, e responsabilidade, também pelo cinema brasileiro – e, claro, nem precisaria de tão ruidosa horda.

Nessa semana, comentei na Rádio Alvorada o filme “Nome Próprio”. Publico por aqui e faço coro com Murilo Salles: vejam o filme – vale a pena!


Nome Próprio

O mundo dos blogs invadiu as nossas vidas. É espaço para desabafos pessoais, informação, jornalismo e literatura. E é espaço inspirador também para o cinema. Afinal, é por esse universo virtual que circula Camila, a protagonista do novo filme de Murilo Salles, “Nome Próprio”. O filme foi adaptado da obra de Clara Averbuck, escritora que fez do blog seu principal meio de criação e de expressão. O cineasta contou que a atriz Leandra Leal se ofereceu para fazer o filme e que ele titubeou em princípio. Murilo Salles achava a atriz talentosa, mas muito jovem e fora de forma física para interpretar sua personagem kamicase. Mas os Deuses devem ter soprado em seu ouvido e ele disse sim. Com isso, acertou em cheio. Leandra Leal é cabeça, tronco e membros do filme, pois não sai de cena durante toda a trama e sua entrega ao personagem é total. “Nome Próprio é um belo filme, mas proibido para menores de 18 anos. Provavelmente, pelas inúmeras cenas de nudez da protagonista e pela temática adulta de solidão urbana e sexo casual.


Julho/2008

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