|
Nome
Próprio

O
cineasta Murilo Salles escreveu um apelo para o público assistir
“Nome Próprio”, seu novo filme, na primeira semana. Com isso, o
filme conseguiria permanecer mais tempo em cartaz, já que o primeiro
final de semana é decisivo na carreira de um filme. O cineasta
está correto. Uma semana significa ¼ da receita de uma sala,
e em tempos bicudos como os atuais, poucos exibidores bancam um filme
à espera do efeito boca a boca.
O distinto público parece interessado em correr às salas
só mesmo atrás dos blockbusters. Está aí “Batman
– O Cavaleiro das Trevas” que não nos deixa mentir, já que
o filme fez público de mais de setecentas mil pessoas só
no primeiro final de semana nas 547 salas em que está em exibição
no país. Pelo menos, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é
um bom filme. Mas seria mesmo ótimo se o público tivesse
interesse, e responsabilidade, também pelo cinema brasileiro –
e, claro, nem precisaria de tão ruidosa horda.
Nessa semana, comentei na Rádio Alvorada o filme “Nome Próprio”.
Publico por aqui e faço coro com Murilo Salles: vejam o filme –
vale a pena!
Nome Próprio
O
mundo dos blogs invadiu as nossas vidas. É espaço para desabafos
pessoais, informação, jornalismo e literatura. E é
espaço inspirador também para o cinema. Afinal, é
por esse universo virtual que circula Camila, a protagonista do novo filme
de Murilo Salles, “Nome Próprio”. O filme foi adaptado da obra
de Clara Averbuck, escritora que fez do blog seu principal meio de criação
e de expressão. O cineasta contou que a atriz Leandra Leal se ofereceu
para fazer o filme e que ele titubeou em princípio. Murilo Salles
achava a atriz talentosa, mas muito jovem e fora de forma física
para interpretar sua personagem kamicase. Mas os Deuses devem ter soprado
em seu ouvido e ele disse sim. Com isso, acertou em cheio. Leandra Leal
é cabeça, tronco e membros do filme, pois não sai
de cena durante toda a trama e sua entrega ao personagem é total.
“Nome Próprio é um belo filme, mas proibido para menores
de 18 anos. Provavelmente, pelas inúmeras cenas de nudez da protagonista
e pela temática adulta de solidão urbana e sexo casual.
Julho/2008
sala
indice arquivo
home
|