|
110 – REGINA DUARTE
5 de fevereiro de 1947, *Franca, SP

Foto:
com Paulo Castelli em cena de "Além da Paixão" (1985)
de Bruno Barreto
Um dos maiores mitos da televisão brasileira, onde recebeu o título de ´Namoradinha
do Brasil´ pelos seus papéis de mocinhas ingênuas e sonhadoras, Regina Duarte
teve que fazer uma mudança radical para não ficar condicionada a essa
camisa-de-força. Atriz talentosa, ela levou esse desafio para as novelas e também
para as telas do Cinema Nacional.
Regina Duarte iniciou sua carreira no teatro amador, mudando-se para São Paulo
em busca de profissionalização. Na capital paulista, estréia em novelas em ´A
Deusa Vencida´, em 1965, grande sucesso da mestre Ivani Ribeiro, e atua também
no teatro. No final dos anos 60, já uma atriz de prestígio na cena paulista,
é convidada pela Rede Globo para estrelar ´Véu de Noiva´, mais um sucesso de
outra mestre, Janete Clair. Regina Duarte inicia então uma carreira
consagradora na tela global, em novelas como ´Irmãos Coragem´, ´Minha Doce
Namorada´, ´Selva de Pedra´ e ´Carinhoso´, tornando-se definitivamente a ´Namoradinha
do Brasil ´. A atriz estréia no cinema em 1968, já em filme importante, ´Lance
Maior´, o primeiro longa-metragem de ficção de Sylvio Back, e no ano seguinte
atua em ´A Compadecida´, de George Jonas. Na década de 70, Regina Duarte
participa de três filmes, ´Chão Bruto´, ´Parada 88 – O Limite de Alerta´
e ´Daniel, Capanga de Deus´. Segundo registro na Enciclopédia do Cinema
Brasileiro, tem problemas com esse último, pois a produção publica fotos de
cena que sugerem sua nudez, e a atriz processa os envolvidos.
No final dos anos 70, Regina Duarte resolve deixar para trás o símbolo de
garota ingênua e seleciona papéis fortes para interpretar na tv, começando
por ´Nina´, seguida de ´Malu Mulher´, ´Joana´ e ´Roque Santeiro´. O
mesmo se dá no cinema na década de 80. Depois de participar de ´O Homem do
Pau Brasil´, do fundamental Joaquim Pedro de Andrade, atua em ´Além da Paixão´,
de Bruno Barreto. No filme interpreta uma dona de casa burguesa que larga a família
para se envolver com um striper, com direito a cenas de nudez e de sexo.
- ´Lance Maior´ (1968), de Sylvio
Back;
- ´A Compadecida´ (1969), de George Jonas;
- ´Chão Bruto´ (1976), de Dionísio Azevedo;
- ´Parada 88 – O Limite de Alerta´ (1977), de José de Anchieta;
- ´Daniel, Capanga de Deus´ (1977), de João Baptista Reimão;
- ´O Homem do Pau Brasil´ (1982), de Joaquim Pedro de Andrade;
- ´O Cangaceiro Trapalhão´ (1983), de Daniel Filho;
- ´Além da Paixão´ (1985), de Bruno Barreto;
- `Um Anjo Trapalhão’ (2000), de Alexandre Boury e Marcelo Travesso.
sala
indice arquivo Home
|