Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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207 - REGINA MARIA DOURADO

22 de agosto de 1953, *Salvador - BA

 

Foto: com Pedro Jorge de Castro nas filmagens de
 "Tigipió - Uma Questão de Amor e Honra" (1986)

Chamada de “força da natureza” pelo cineasta Marcus Vinícius César, que a dirigiu em “Espelho D`água Uma Viagem no Rio São Francisco”, Regina  Maria Dourado é uma atriz talentosíssima e carismática, com filmes importantes no currículo. 

Regina Maria Dourado começou sua carreira no teatro ainda na adolescência, na Companhia Baiana de Comédia. Mas gostava mesmo era de cantar e dançar – não pensava em ser atriz, queria ser professora de faculdade. Felizmente, as artes cênicas a “seqüestraram”, e o Brasil ganhou uma atriz forte e marcante. Regina Dourado estreou na televisão no especial “A Morte e a Morte de Quincas Berro D`água”, dirigido por Walter Avancini em 1978, e no ano seguinte faz sua primeira novela, “Pai Herói”, de Janete Clair. A consagração na telinha vem 1983 com a inesquecível personagem Lara Sereno de “Pão Pão, Beijo Beijo”, de Walter Negrão, marcando o início de vários personagens em mais de 20 trabalhos na televisão. No cinema, depois de uma participação como uma cigana dançarina no filme “Amante Latino” (1979), de Pedro Carlos Róvai, protagonizado por Sidney Magal, e de cantar na trilha de “O Encalhe – Sete Dias de Agonia” (1982), de Denoy de Oliveira, estréia como atriz em grande estilo em “Baiano Fantasma”, também de Denoy, em 1984. O filme seguinte, o belíssimo “Tigipió – Uma Questão de Amor e Honra”, de Pedro Jorge de Castro, em 1986, confirma o nome da atriz como uma das grandes revelações do cinema brasileiro. 

Na década de 90, Regina Maria Dourado atua em três filmes: “Corpo em Delito”, de Nuno César de Abreu; “Corisco & Dada”, de Rosenberg Cariry; e “No Coração dos Deuses”, de Geraldo Moraes. Depois de vencer um câncer, Regina Dourado voltou à telinha e ao cinema; a atriz recebeu o prêmio de Melhor Coadjuvante pelo belo trabalho em “Espelho D`água – Uma Viagem no Rio São Francisco” (2004), de Marcus Vinícius César. 

- “Amante Latino” (1979), de Pedro Carlos Róvai – participação como dançarina;
- “O Encalhe – Sete Dias de Agonia” (1982), de Denoy de Oliveira – participação como cantora na trilha sonora;
- “O Baiano Fantasma” (1984), de Denoy de Oliveira;
- “Tigipió – Uma Questão de Amor e Honra” (1986), de Pedro Jorge de Castro;
- “Corpo em Delito” (1990), de Nuno César de Abreu;
- “Corisco & Dada” (1996), de Rosenberg Cariry;
- “No Coração dos Deuses” (1999), de Geraldo Moraes;

- “Espelho D`água – Uma Viagem no Rio São Francisco” (2004), de Marcus Vinícius César.

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