Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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153 – PATRÍCIA SCALVI
1954 *São Paulo, SP

 

Foto: com Benjamin Cattan em cena de `Amor, Palavra Prostituta' (1980/82)
de Carlos Reichenbach

As Pornochanchadas, comédias eróticas dos anos 70 e 80, são um período emblemático do Cinema Nacional. Há os que as odeiam, como muitos críticos que as acusam de alimentar o preconceito das classes média e alta contra o cinema brasileiro – o povão sempre as adorou – e os defensores de plantão, que vêem nessa corrente um recorte interessante e ainda por ser descoberto em suas intricadas ramagens. Polêmicas à parte, o que se sabe é que as pornochanchadas revelaram musas para todos os gostos e que se eternizaram nas telas do Cinema Nacional. Entre elas está o talento e a beleza altiva de Patrícia Scalvi.
 
Nascida em São Paulo, Patrícia Scalvi se interessa pelas artes cênicas desde criança e, posteriormente, já como profissional, atua no teatro, na televisão e, sobretudo, no cinema. A atriz estréia nas telas em 1977 no filme ‘Dezenove Mulheres e um Homem’, época de efervescência das pornochanchadas. Dirigido e interpretado por David Cardoso, um dos maiores nomes do gênero, no filme ela participa de um elenco numeroso, as tais dezenove mulheres, ao lado de outras musas como Helena Ramos e Aldine Muller. Patrícia Scalvi se dedica com afinco ao Cinema Nacional e soma mais de 30 filmes no currículo, em trajetória que vai dos anos 70 até os anos 90. Em novelas, atua somente anos depois em `Meus Filhos, Minha Vida’, produção do SBT em 1984.

Patrícia Scalvi atuou sob a direção de nomes importantes da pornochanchada, como Jean Garret, Fauzi Mansur, Ody Fraga, John Doo, Cláudio Cunha, Antônio Meliande, José Miziara, John Herbert. J. Marreco, e estrela vários filmes de Luiz Castellini. Dona de uma presença forte e enigmática, a atriz trabalha também com os autorais Carlos Reichenbach, em `Amor, Palavra Prostituta’ e `O Paraíso Proibido’, e Walter Hugo Khouri, em `Convite ao Prazer’ e `Eros, O Deus do Amor’.

 
 - ‘Dezenove Mulheres e Um Homem’ (1977), de David Cardoso;
- `Presídio de Mulheres Violentadas’ (1977), de Luiz Castellini e Oswaldo de Oliveira;
- `Noite em Chamas’ (1977), de Jean Garret;
- `Reformatório de Mulheres’ (1978), de Ody Fraga;
- `As Amantes Latinas’ (1978), de Luiz Castellini;
- `Tara – Prazeres Proibidos’ (1979), de Luiz Castellini;
- `Sexo Selvagem’ (1979), de Ary Fernandes;
- `O Caçador de Esmeraldas’ (1979), de Oswaldo de Oliveira;
- `Orgia das Taras’ (1980), de Luiz Castellini;
- `A Noite das Taras’ (1980), de David Cardoso, John Doo e Ody Fraga;
- `Os Indecentes’ (1980), de Antônio Melliande;
- `O Fotógrafo’ (1980), de Jean Garret;
- `Corpo Devasso’ (1980), de Alfredo Sternheim;
- `Convite ao Prazer’ (1980), de Walter Hugo Khouri;
- `Bacanal’ (1980), de Antônio Melliande;
- `Amor, Palavra Prostituta’ (1980/82), de Carlos Reichenbach;
- `O Paraíso Proibido’ (1981), de Carlos Reichenbach;
- `Eros, O Deus do Amor’ (1981), de Walter Hugo Khouri;
- `Pornô!’ (1981), de David Cardoso, Luiz Castellini e John Doo;
- `Como Faturar a Mulher do Próximo’ (1981), de José Miziara;
- `Viúvas Eróticas’ (1982), de Antônio Melliande;
- `Tessa, A Gata’ (1982), de John Herbert;
- `A Reencarnação do Sexo’ (1982), de Luiz Castellini;
- `Profissão Mulher’ (1982), de Cláudio Cunha;
- `Ousadia’ (1982), de Luiz Castellini e Mário Vaz Filho;
- `Sexo Animal’ (1983), de Fauzi Mansur;
- `A Mulher-Serpente e a Flor’ (1983), de J. Marreco;
- `Doce Delírio’ (1983), de Manoel Paiva;
- `Elite Devassa’ (1984), de Luiz Castellini;
- `Instinto Devasso’ (1985), de Luiz Castellini;

- `Eternidade’ (1995), de Quirino Simões.

Foto: Fonte/site Carlos Reichenbach www.olhoslivres.com

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