Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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132 - ODETE LARA
17 de abril de 1929, *São Paulo, SP

Foto: cena de "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" (1969)
de Glauber Rocha


Uma das mais belas atrizes do cinema brasileiro de todos os tempos, Odete Lara sempre foi também sinônimo de talento. A atriz é capaz de ir do tipo popular, como em ´Arara Vermelha´, à sofisticada mecenas e amante de Betty Faria em `A Estrela Sobe´, passando pela cínica prostituta de luxo em `Noite Vazia´.

Filha de um imigrante italiano e mãe brasileira, Odete Lara viveu seu primeiro drama com o suicídio da mãe ainda na primeira infância. Muito ligada ao pai, ela voltaria a vivenciar outro momento traumático com o suicídio do pai quando tinha 18 anos. Começou a trabalhar como datilógrafa e, ao participar de um teste de manequim, integrou o primeiro desfile de moda moderna no MASP. O passo seguinte foi o de garota propaganda na TV Tupi, onde participa do Teatro de Vanguarda. Nos palcos, integra o TBC e, entre outras, atua no sucesso “Santa Marta Fabril”, em 55, levada pelo autor Abílio Pereira de Almeida.  Estréia no cinema em “Arara Vermelha”, de Tom Payne, em 1957, dando início a uma carreira consagrada em seu veículo de predileção, em uma carreira de quase 40 filmes. Nos anos 60 atua também como cantora e grava disco com Vinícius de Moraes. 

Odete Lara atuou em filmes de alguns dos mais importantes cineastas brasileiros:  Glauber Rocha, Walter Hugo Khouri, Nelson Pereira dos Santos, Antonio Carlos da Fontoura, David Neves, Carlos Diegues, Bruno Barreto, Anselmo Duarte e Hugo Carvana.  Nos anos 70, abandona cinema no auge da carreira, dedicando-se ao budismo, onde ela diz que encontrou finalmente a paz que procurava - autora  de autobiografias corajosas, “Eu Nua” e “Minha Jornada Interior”, traduziu importantes livros zen-budista. Sua presença inesquecível em filmes como o citado `Noite Vazia´, ´Copacabana me Engana´, ´Rainha Diaba´ `Boca de Ouro´ e ´O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro´ são marcos preciosos do cinema nacional.

 - ´Arara vermelha´ (1957), Tom Payne;
- `Absolutamente Certo´(1957), de Anselmo Duarte;
- `Uma Certa Lucrécia’ (1957), de Fernando de Barros;
- `O Gato de Madame’ (1957), de Agostinho Martins Pereira;
- `Dona Xepa´ (1959), de Darcy Evangelista;
- `Moral Em Concordata’ (1959), de Fernanda de Barros;
- `Na Garganta do Diabo’ (1960), de Walter Hugo Khouri;
- `Esse Rio que Eu Amo’ (1960), de Carlos Hugo Christensen;
- `Dona Violante Miranda’ (1960), de Fernando de Barros;
- `Cacareco Vem Aí’ (1960), de Carlos Manga;
- `Mulheres e Milhões’ (1961), de Jorge Ileli;
- `As Sete Evas’ (1962), de Carlos Manga;
- ´Boca de Ouro´(1963), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Sonhando com Milhões’ (1963), de Eurípedes Ramos;
- `Bonitinha, Mas Ordinária’ (1963),d e Billy Davis;
- ´Noite Vazia´ (1964), de Walter Hugo Khouri;
- `Pão de Acúcar’ (1964), de Paul Sylbert;
- `Mar Corrente’ (1967), de Luiz Paulino dos Santos;
- ´Copacabana me Engana´ (1968), de Antonio Carlos da Fontoura;
- `As Sete Faces de Um Cafajeste’ (1968), de Jece Valadão’;
- `O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro´ (1969), de Glauber Rocha;
- `Viver de Morrer’ (1969), de Jorge Ileli;
- `Os Herdeiros` (1970), de Carlos Diegues;
- `Vida e Glória de Um Canalha’ (1970), de Alberto Salvá;
- `Em Família’ (1970), de Paulo Porto;

- `Lúcia Mccartney – Uma Garota de Programa’ (1971), de David Neves;
- `Aventuras com Tio Maneco’ (1971), de Flávio Migliaccio;
- `Jogo da Vida e da Morte’ (1972), de Mário Kuperman;
- `Câncer’ (1972), de Glauber Rocha;
- `Os Primeiros Momentos’ (1973), de Pedro Camargo
:
- `Vai Trabalhar Vagabundo` (1973), de Hugo Carvana;
- `A Rainha Diaba` (1974), de Antonio Carlos da Fontoura;
- `A Estrela Sobe´ (1974), de Bruno Barreto;

- `O Princípio do Prazer (1979), de Luiz Carlos Lacerda;

- `Um Filme 100% Brasileiro’ (1982/85), de José Sette de Barros

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