Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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216 - NORMA BLUM
2 de outubro de 1939, Rio de Janeiro - RJ


Foto: cena de "Vidas Estranhas" (1968), 
de Tony Rabatoni

 

Veterana da tv, onde brilha em várias novelas desde a década de 50, Norma Blum marca presença também no cinema nacional em mais de uma dúzia de filmes. Em sua carreira cinematográfica, recebe prêmio pela interpretação de Dália em “O Beijo”, de Flávio Tambellini.

Norma Blum começa sua carreira nos palcos ainda criança, interpretando uma fadinha em “A Bela Adormecida”, e a partir daí não pára mais. Na tv, atua em várias novelas, sendo alguns pontos altos de sua carreira a Aurélia Camargo de “Senhora” (1975), a Malvina de “A Escrava Isaura” (1976) e a Flau Herta de “Ciranda de Pedra” (1981). Norma Blum estréia no cinema em “Sai de Baixo”, dirigido por J. B. Tanko em 1956. Esse é o primeiro filme de uma carreira de cerca de 15 títulos, sendo dirigida por nomes como Eurípedes Ramos, Jorge Ileli, Jece Valadão, Tereza Trautman e Flávio Tambellini. É com Tambellini que a atriz vai receber o Prêmio Cidade de São Paulo de atriz secundária pela interpretação de Dália em “O Beijo”, adaptação cinematográfica do texto de Nelson Rodrigues. 

A partir de 1993, Norma Blum se envereda por um caminho holístico, período em que abandona a carreira na tv e no cinema, lançando vários livros de auto-ajuda e espiritualistas – um de seus trabalhos no teatro é de texto psicografado por Chico Xavier. Nos anos 2000, Norma Blum volta às novelas. No cinema, suas últimas atuações foram ainda na década de 80, quando atua em dois grandes filmes: “Sonhos de Menina Moça” (1987), de Tereza Trautman, e “Vera” (1987), de Sérgio Toledo. 

- “Sai de Baixo” (1956), de J.B. Tanko;
- “Minervina Vem Aí” (1960), de Eurípedes Ramos;
- “Cala a Boca, Etelvina” (1960), de Eurípedes Ramos;
- “Mulheres e Milhões” (1961), de Jorge Ileli;
- “O Dono da Bola” (1961), de J.B. Tanko;
- “Carnival of Crime” (1962), co-produção Espanha/Argentina/Brasil de George Cahan;
- “Assassinato em Copacabana” (1962), de Eurípedes Ramos;
- “Plufft, o Fantasminha” (1965), de Romain Lesage;
- “O Beijo” (1965), de Flávio Tambellini;
- “Vidas Estranhas” (1968), de Tony Rabatoni;
- “As Sete Faces de um Cafajeste” (1968), de Jece Valadão;
- “A Extorsão” (1975), de Flávio Tambellini;
- “Amor de Perversão” (1982), de Alfredo Sternhein;
- “Sonhos de Menina Moça” (1987), de Tereza Trautman;
- “Vera” (1987), de Sérgio Toledo.

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