Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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030
– NITA NEY
8 de novembro e 1908 *Paris, França

Foto: cena de "Brasa Dormida" (1928), de Humberto Mauro


O Ciclo de Cataguases, nos anos 20, é, com certeza, um dos mais importantes momentos da história do Cinema Brasileiro. Revelou os cineastas Humberto Mauro e Pedro Comello (também fotógrafo), a atriz Eva Nil, o produtor Homero Cortes Domingues, o fotógrafo Edgar Brasil e viu nascer as produtoras Sul América Film, Atlas Film e Phebo Brasil Film, responsáveis por alguns clássicos de nossas telas. E é em Cataguases que Nita Ney vai inscrever seu nome na história do Cinema Nacional, participando das últimas produções do Ciclo.

Filha de imigrantes radicados no Rio de Janeiro, Nita Ney ingressou na carreira artística através da dança, como aluna da professora russa Maria Ollenewa, onde tem aulas junto com sua irmã Yvonne Strada. Sua estréia no cinema se dá como figurante no filme ‘O Dever de Amar´, uma produção de Paulo Benedetti, dirigida por Vittorio Verga, em 1924. Quatro anos depois sua vida mudaria completamente ao ser escalada pelo diretor Humberto Mauro para ser a protagonista do clássico ´Brasa Dormida´, em 1928. E essa escalação se deu acidentalmente, já que Mauro foi à casa dos pais da futura estrela, na verdade, em busca da irmã Yvonne, mas ficou impressionado com a beleza de Nita Ney.

 Surgia aí, então, uma atriz marcante do Cinema Nacional dos anos 20, ao lado de estrelas absolutas como Eva Nil e Carmen Santos. Nita Ney participou dos dois últimos filmes do Ciclo Cataguases: como protagonista no citado ´Brasa Dormida´, e atuou no não menos fundamental ‘Sangue Mineiro´, estrelado por Carmen Santos - ambos dirigidos pelo genial Humberto Mauro.

 - `O Dever de Amar´ (1924), de Vittorio Verga;
- `Brasa Dormida´ (1928), de Humberto Mauro;
- `Sangue Mineiro´ (1929), de Humberto Mauro

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