Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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107 – NINA DE PÁDUA
9 de outubro, *Rio de Janeiro, RJ

Foto: Nina de Pádua com Claudia Magno em cena de
"Menino do Rio" (1982), de Antonio Calmon



O teatro sempre foi um espaço revelador de talentos, exportando atores e atrizes para a televisão e o cinema. Nos anos 70, a cena carioca foi sacudida pela turma irreverente do ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’, com nomes como Patrícia Travassos, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães. E esse grupo também abrigou/confirmou o talento de Nina de Pádua.

Antes do ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’, Nina de Pádua participou da montagem censurada – e que não foi à cena – de ‘Calabar’, de Chico Buarque, em 1973. A atriz chega ao cinema em 1981, interpretando a possessiva Letícia, jovem apaixonada pela personagem de Lucélia Santos em ‘Engraçadinha’, bela adaptação cinematográfica do folhetim de Nelson Rodrigues dirigida por Haroldo Marinho Barbosa. O cinema seduz a atriz, que emenda um filme atrás do outro durante a década de 80. Nas novelas chega por último, estreando em ‘Eu Prometo’, de Janete Clair – finalizada por Glória Perez, após a morte da autora. Depois de várias novelas, a atriz anda ausente do gênero, atuando mais em programas humorísticos como o ‘Zorra Total’.

Nina de Pádua transitou pelo cinema juvenil – ‘Menino do Rio’; pelo ‘terrir’ (terror + rir), de Ivan Cardoso – “O Segredo da Múmia’; pelos dramas ‘Avaeté – A Semente da Vingaça’, de Zelito Viana e ‘Noite’, de Gilberto Loureiro; e pelo cinema autoral de Rogérgio Sganzerla em ‘Nem Tudo É Verdade’. Marca presença com sua bela voz em dois filmes ‘Aqueles Dois’ e no curta ‘Obscenidades’. Seu último filme até agora é o impactante ‘Como Nascem os Anjos’, de 1996, dirigido por Murilo Salles.

 - ‘Engraçadinha’ (1981) de Haroldo Marinho Barbosa;
- ‘O Segredo da Múmia’ (1982), de Ivan Cardoso;
- ‘Menino do Rio’ (1982), de Antonio Calmon;
- `Verão’ (1983), curta de Wilson Barros;

- ‘Me Beija’ (1984), de Werner Schunemann;
- ‘Avaeté – Semente da Vingança’ (1985), de Zelito Viana;
- ‘Noite’ (1985), de Gilberto Loureiro;
- ‘Aqueles Dois’ (1985), de Sérgio Amon;
- ‘Obscenidades’ (1986), curta de de Roberto Henkin;
- ‘Nem Tudo É Verdade’ (1986), de Rogério Sganzerla;
- ‘Eternamente Pagu’ (1987), de Norma Bengell;
- ‘Como Nascem os Anjos’ (1996), de Murilo Salles.

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