A
caricatura é um recurso usado por muitos comediantes, principalmente
na criação de tipos que povoam os programas humorísticos.
Nhá Barbina fez da caricatura sua arte e eternizou-a no cinema.
A
paulista Conceição Joana da Fonseca Gomes começou
sua carreira no circo. Seus primeiros trabalhos no teatro foi como
atriz dramática, mas no final da década de 1930 criou
a personagem cômica Nhá Barbina. Com alta dose de caricatura,
Nhá Barbina é um solteirona que faz de tudo para arrumar
um marido. O sucesso foi tanto, que a atriz, comediante e cantora
acabou adotando a personagem como seu nome artístico. Como
cantora, passou pela Rádio Tupi e gravou discos com músicas
de gêneros como baião, marcha e arrasta-pé, Gravou
também discos de contação de piadas. Na televisão,
participou de programas humorísticos, sendo que o último
foi “A Praça É Nossa”, no SBT. No cinema,
atuou em vários filmes com temática sertaneja, já
que esse era o universo do seu tipo.
Além do trabalho com outros cineastas, Nhá Barbina atuou
em três filmes de Oswaldo de Oliveira - "Sertão
em Festa" (1970), "No Rancho Fundo" (1971) e "Luar
do Sertão" (1971). Neste último, sua presença
exagerada e deliciosa é um dos destaques, em filme protagonizado
pelos irmãos Tonico e Tinoco.
- “Luar do Sertão” (1949), de Tito Batini e
Mário Civelli;
- “O Rei Pelé” (1962), de Carlos Hugo Christensen;
- “Lá no meu Sertão” (1962), de Eduardo Lorente;
- “Sertão em Festa” (1970), de Oswaldo de Oliveira;
- “No Rancho Fundo” (1971), de Oswaldo de Oliveira;
- “Luar no Sertão” (1971), de Oswaldo de Oliveira.
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