Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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116 – NATHÁLIA TIMBERG
5 de agosto de 1929, *Rio de Janeiro, RJ


Foto: cena de "Fruto Proibido" (1976), de Egídio Eccio


Uma das mais talentosas Damas do Teatro Brasileiro, Nathália Timberg participou de poucos filmes, mas é marca de talento sempre. Em seu primeiro filme já mostrava que vinha para ficar com seu papel de destaque no belo `Viagem ao Seios de Duília´, em 1964, de Carlos Hugo Christensen, uma adaptação do conto de Aníbal Machado.

Nathália Timberg começou sua carreira artística no Teatro do Estudante. Desenvolve nos palcos uma carreira prestigiosa, integrando uma galeria estelar de “Primeiras Damas”, ao lado de nomes como Cacilda Becker, Fernanda Montenegro, Dulcina de Morais, Henriette Morineau, Cleyde Yáconis, Bibi Ferreira, Glauce Rocha, Maria Della Costa, Ruth de Souza, Lélia Abramo, Maria Fernanda, Tônia Carrero, Nydia Licia e Beatriz Segall - um time imbatível de atrizes cujo talento está na mesma medida da importância de suas trajetórias. Sua primeira participação no Cinema Nacional é apenas com a voz, no filme `Ravina`, de Rubem Biáfora, em 1958. Seis anos depois, estréia com o pé direito em novelas, interpretando a sofrida Maria Helena no marco `O Direito de Nascer`, e no cinema atua no delicado `Viagem aos Seios de Duília`.

Nathália Timberg intensifica seu trabalho na tv, onde atua em mais de 40 novelas e minisséries, e também no teatro, encenando autores importantes como Nelson Rodrigues e Tenessee Willians. No cinema tem atuações esporádicas, com uma filmografia de cerca de dez títulos. Mesmo com a ação centrada no personagem do brilhante ator Rodolfo Mayer, `Viagem aos Seios de Duília` é ponto alto na filmografia da atriz, que compõe a personagem Délia com doçura e amargor na medida certa. Outro bom momento é em `O Homem que Comprou o Mundo`.


 - `Ravina` (1958), de Rubem Biáfora;
- `Viagem aos Seios de Duília` (1964), de Carlos Hugo Christensen;
- `Society em Baby-doll` (1965), de Waldemar Lima e Luiz Carlos Maciel;
- `O Homem que Comprou o Mundo` (1968), de Eduardo Coutinho;
- `Fruto Proibido’ (1976), de Egídio Eccio;

- `Dedé Mamata` (1988), de Rodolfo Brandão;
- `Contos de Lygia` (1998), de Del Rangel;
- `Condenado à Liberdade` (2001), de Emiliano Ribeiro.

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