Nadyr Fernandes (também assina Nadir em alguns filmes) é uma atriz que fez teatro, televisão e cinema em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas a maior parte de seus longas foi feitos na Boca do Lixo, onde se tornou uma de suas musas.
Coroada Miss Cinelândia Paulista, Nadyr Fernandes inicia carreira no cinema fazendo pontas na década de 50 – Escravos do Amor das Amazonas (1957), uma produção americana filmada no Amazonas e dirigida por Curt Siodmak , é um desses primeiros trabalhos. Mas é nos anos 60 que começa a ter personagens expressivos, em “São Paulo S/A” (1963), de Luiz Sérgio Person, e em “O Anjo Assassino” (1967), de Dionísio Azevedo. Nessa mesma época, Nadyr Fernandes começa a carreira em novelas. Atua em “O Grande Segredo”, de Marcos Rey, exibida na TV Excelsior em 1967. Nos anos seguintes, atua em várias emissoras, como na Record em "As Pupilas do Senhor Reitor" (1970/71), de Lauro César Muniz; na Tupi em "A Fábrica" (1971/72), de Geraldo Vietri, e "A Rosa dos Ventos" (1973), de Teixeira Filho; e na Globo em "Pecado Capital" (1975/76), de Janete Clair. No teatro, atua em peças como "Circulo de Champagne", de Abílio Pereira de Almeida.
A atriz inicia os anos 70 atuando a comédia "2000 Anos de Confusão" (1970) um dos primeiros filmes de um dos mais importantes cineastas da Boca, Fauzi Mansur, e em "Balada do Infiéis" (1970), de Geraldo Santos Pereira, em que tem papel de destaque como a rica Lúcia Bueno Feitosa. Nadyr Fernandes volta a atuar na Boca em "A Virgem" (1973), de Dionísio Azevedo, como a personagem Tina. A atriz se encontra com dois nomes fundamentais da Boca do Lixo: Ody Fraga, no drama "Adultério – As Regras do Jogo" (1974); e J. Avellar (pseudônimo de José Mojica Marins), na comédia "A Virgem e o Machão". Outro encontro importante será com o ator e diretor Egídio Eccio e sob sua direção atua em "O Leito da Mulher Amada" (1974), em que tem uma de suas mais exaltadas interpretações. Um de seus papéis mais importantes é "Vítimas do Prazer – Snuff" (1977), de Claúdio Cunha. No filme, Nadyr Fernandes é Tati Ibanez, uma grande estrela que por estar em decadência aceita participar de um filme pornográfico sem saber das reais intenções dos realizadores.
- Escravos do Amor das Amazonas (1957), de Curt Siodmak
- São Paulo Sociedade Anônima (1963), de Luiz Sérgio Person
- Três Histórias de Amor (1966), de Alberto D´Aversa
- O Anjo Assassino (1967), de Dionísio Azevedo
- 2000 Anos de Confusão (1970), de Fauzi Mansur
- Balada do Infiéis (1970), de Geraldo Santos Pereira
- O Enterro da Cafetina (1971), de Alberto Pieralisi
- Cordélia, Cordélia (1971), de Rodolfo Nanni
- A Virgem (1973), de Dionísio Azevedo
- Trindad... É Meu Nome (1973), de Edward Freund
- Os Garotos Virgens de Ipanema (1973), de Oswaldo de Oliveira
- Adultério – As Regras do Jogo (1974), de Ody Fraga
- A Virgem e o Machão (1974), de J. Avellar (pseudônimo de José Mojica Marins)
- Kung Fu Contra as Bonecas (1976), de Adriano Stuart
- O Incrível Seguro de Castidade (1975), de Roberto Mauro
- O Leito da Mulher Amada (1974), de Egidio Éccio
- O Sexualista (1975), de Egidio Éccio
- ...E as Pílulas Falharam (1976), de Carlos Alberto de Almeida
- Sabendo Usar não vai Faltar – Francisco Ramalho Jr, Sidnei Paiva Lopes e Adriano Stuart
- Vítimas do Prazer – Snuff (1977), de Claúdio Cunha
- Os Melhores Momentos da Pornochanchada (1978), de Victor di Mello