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Foto:
com Guilherme Weber em cena de "Nina" (2004), Um
dos nomes fundamentais das artes cênicas brasileiras, Myriam Muniz encantou
gerações no teatro, mas, felizmente, levou sua arte também para as telas do
Cinema Nacional. Entre outros, a atriz foi uma das musas da cineasta Ana
Carolina, com quem rodou três filmes. Nascida
em São Paulo, Myriam Muniz começou sua carreira nos anos 60, dando início a
uma trajetória impecável nos palcos – foi uma das integrantes do lendário
Teatro de Arena. Dona de um estilo único, com sua voz inconfundível e
interpretação intensa e arrebatadora, a atriz estreou no cinema com o pé
direito atuando na obra-prima “Macunaíma” (1969), personalíssima adaptação
de Joaquim Pedro de Andrade da obra de Mário de Andrade. Myriam Muniz volta a
atuar sob a direção do mestre Joaquim Pedro mais de uma década depois no
surpreendente “O Homem do Pau Brasil”, dessa vez sobre Oswald de Andrade.
A atriz estréia também em novelas no final da década de 60, veículo
em que fará atuações pontuais. Além de atriz, Myriam Muniz revela-se também
uma diretora teatral de fôlego – um dos seus maiores sucessos é a direção
de Elis Regina no show “Falso Brilhante”, que bateu recorde de público em São
Paulo na década de 70. É
ainda nos anos 70 que Myriam Muniz encontra o cinema autoral e visceral de Ana
Carolina, do qual se torna uma das musas, ao lado de Cristina Pereira e Xuxa
Lopes. A atriz faz uma composição inesquecível para a personagem Niobi em
“Mar de Rosas”, em 1977, primeira parte de uma trilogia de sucesso de Ana
Carolina. O segundo encontro das duas se dá no pulsante “Das Tripas, Coração”,
em 1982, e, por último, em “Amélia”, em 2000, uma das mais arrebatadoras
personagens da atriz. Nos anos 2000, Myriam Muniz dá vida à outra personagem
impactante, a sovina e perversa Eulália de “Nina”, de Heitor Dhalia, sua
despedida do cinema brasileiro. A atriz falece no dia 18 de dezembro de 2004. -
“Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; |
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