Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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197 -
MYRIAM MUNIZ
28 de outubro de 1931 – 18 de dezembro de 2004, *São Paulo, SP

 

Foto: com Guilherme Weber em cena de "Nina" (2004),
de Heitor Dhalia
 

Um dos nomes fundamentais das artes cênicas brasileiras, Myriam Muniz encantou gerações no teatro, mas, felizmente, levou sua arte também para as telas do Cinema Nacional. Entre outros, a atriz foi uma das musas da cineasta Ana Carolina, com quem rodou três filmes. 

Nascida em São Paulo, Myriam Muniz começou sua carreira nos anos 60, dando início a uma trajetória impecável nos palcos – foi uma das integrantes do lendário Teatro de Arena. Dona de um estilo único, com sua voz inconfundível e interpretação intensa e arrebatadora, a atriz estreou no cinema com o pé direito atuando na obra-prima “Macunaíma” (1969), personalíssima adaptação de Joaquim Pedro de Andrade da obra de Mário de Andrade. Myriam Muniz volta a atuar sob a direção do mestre Joaquim Pedro mais de uma década depois no surpreendente “O Homem do Pau Brasil”, dessa vez sobre Oswald de Andrade.  A atriz estréia também em novelas no final da década de 60, veículo em que fará atuações pontuais. Além de atriz, Myriam Muniz revela-se também uma diretora teatral de fôlego – um dos seus maiores sucessos é a direção de Elis Regina no show “Falso Brilhante”, que bateu recorde de público em São Paulo na década de 70. 

É ainda nos anos 70 que Myriam Muniz encontra o cinema autoral e visceral de Ana Carolina, do qual se torna uma das musas, ao lado de Cristina Pereira e Xuxa Lopes. A atriz faz uma composição inesquecível para a personagem Niobi em “Mar de Rosas”, em 1977, primeira parte de uma trilogia de sucesso de Ana Carolina. O segundo encontro das duas se dá no pulsante “Das Tripas, Coração”, em 1982, e, por último, em “Amélia”, em 2000, uma das mais arrebatadoras personagens da atriz. Nos anos 2000, Myriam Muniz dá vida à outra personagem impactante, a sovina e perversa Eulália de “Nina”, de Heitor Dhalia, sua despedida do cinema brasileiro. A atriz falece no dia 18 de dezembro de 2004. 

- “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Cléo e Daniel” (1970), de Roberto Freire;
- “Nenê Bandalho” (1971), de Emílio Fontana;
- “Mar de Rosas” (1977), de Ana Carolina;
- “O Jogo da Vida” (1977), de Maurice Capovilla;
- “O Homem do Pau Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Das Tripas, Coração” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade;
- “Nasce Uma Mulher” (1983), de Roberto Santos;
- “Alô?!” (1998), de Mara Mourão;
- “Amélia” (2000), de Ana Carolina;
-  “Nina” (2004), de Heitor Dhalia.

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