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Monique Gardenberg
Nascida em 1958, em Salvador, Bahia,
Monique Gardenberg é uma artista multimídia, com atuações importantes em várias
frentes: música, dança, videoclipe, teatro e, claro, cinema. Depois de passar um período da infância
em São Paulo, Monique Gardenberg trocou a Bahia pelo Rio de Janeiro em meados
da década de 70 , onde cursa Economia. Em 1982, associa-se com a irmã Sylvia
Gardenberg – falecida em 1998 – e juntas fundam a “Dueto Produções”,
uma das mais importantes produtoras do país, responsável por festivais históricos
de música e dança, respectivamente, o “Free Jazz Festival” e o “Carlton
Dance”, e de shows internacionais de grande porte, como o dos “Rolling
Stones”. No final da década de 80, Monique
Gardenberg cursa cinema na Universidade de Nova York, cujo trabalho final foi o
curta “Day 67”, realizado em 1989. O primeiro filme dirigido no Brasil foi
o premiado curta-metragem “Diário Noturno”, em 1993, vencedor de quatro prêmios
no Festival de Gramado, incluindo Melhor Direção. Protagonizado por Marieta
Severo, o curta revela o talento da nascente diretora através da história de
uma funcionária pública que foge de sua cotidiano medíocre através dos
sonhos. “Diário Noturno” foi selecionado também para o Festival de Veneza. Em 1996 estréia no formato
longa-metragem com “Jenipapo”, um filme um tanto irregular, principalmente
no uso da língua inglesa falada por personagens brasileiros, mas que também já
demonstra um talento de uma cineasta em formação. O filme foi selecionado para
o Festival de Sundance e exibido em Toronto e Roterdã. O talento cinematográfico de Monique
Gardenberg revela-se com toda força em seu segundo longa, “Benjamim”, uma
adaptação cinematográfica do livro homônimo do escritor, compositor e cantor
Chico Buarque, realizada em 2004. Monique Gardenberg assina o roteiro
junto com Jorge Furtado e Glênio Povoas, nesse interessantíssimo filme sobre
um ex-modelo cinquentão que se confronta, delirantemente,
com o seu passado e o seu presente ao conhecer uma jovem estonteante.
Protagonizado pelo mestre Paulo José, o filme revelou Cléo Pires, filha da
atriz Glória Pires e do ator, cantor e compositor Fábio Jr, para o Brasil. Por sua interpretação dupla no filme,
Cléo Pires recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio em 204. O filme
foi premiado também no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, vencendo quatro
categorias: Melhor Filme; Melhor Ator; Melhor Direção; Melhor Edição.
Monique Gardenberg assinou também a direção musical do filme. Monique Gardenberg tem forte relação
com a musical e por isso assinou quase duas dezenas de videoclipes e também os
filmes musicais dos shows de Caetano Veloso, “Caballero de Fina Estampa”
(1996) e “ Prenda Minha” (1999), exibidos na televisão e também distribuídos
em DVDs. Em 2002 Monique Gardenberg inaugura
nova frente de trabalho, dessa vez estreando como diretora teatral em grande
estilo no grandioso projeto “Os Sete Afluentes do Rio Ota”. Aplaudida pela
crítica, ela dá seguimento à carreira teatral dirigindo seu segundo espetáculo,
“Baque”. Em seu próximo longa-metragem, Monique
Gardenberg vai revisitar às origens paternas com filme ambientado no gueto de
Varsóvia. |
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