Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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217 - MÍRIAM MEHLER
15 de setembro de 1935, *Barcelona, Espanha


Foto: com Lino Sérgio em cena de "Mestiça, A Escrava Indomável" 91973),
de Lenita Perroy


Grande nome do teatro brasileiro, Miriam Mehler atuou no cinema dos anos 60 aos 80. A atriz, que também marcou presença em várias novelas, tem também uma presença interessante  no cinema nacional como dubladora de alguns filmes “cults”. 

Filha de judeus, Miriam Mehler nasceu em Barcelona, em 1935, para onde seus pais foram fugidos da perseguição de Hitler na Alemanha nazista. Em 1938, a família desembarca no Brasil. Formada na Escola de Arte Dramática no final dos anos 50, Mirim Mehler estreou nos palcos em grande estilo: no marco “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, encenado pelo Arena. Começava aí uma das mais extensas carreiras teatrais, com passagens por algumas das mais importantes companhias como o TBC e o Oficina, além do Arena, claro. Na tv, faz sucesso no Teatrinho Trol e em inúmeras novelas, como “Redenção”, em 1966, como a sofrida Ângela, outro marco, só que desta vez da teledramaturgia brasileira. Míriam Mehler estréia no cinema no curta “A Pedra”, de Abrão Berman, em 1967. No primeiro longa, dubla Jacqueline Myrna no clássico “As Amorosas” (1968), de Walter Hugo Khouri. Depois de fazer uma ponta em “O Bandido da Luz Vermelha” (1969), outro clássico, dessa vez de Rogério Sganzerla, atua novamente como dubladora em “Juliana do Amor Perdido” (1970), filme “cult” de Sérgio Ricardo, para a personagem de Maria do Rosário Nascimento e Silva, protagonista do filme. Seu primeiro papel de destaque acontece em 1973, em “Mestiça, A Escrava Indomável”, de Lenita Perroy, pelo qual é premiada. 

Ainda em 1973, Miriam Mehler faz mais uma dublagem, dessa vez para Renée de Vielmond, em “Compasso de Espera”, único filme dirigido pelo mestre do teatro, Antunes Filho. Na passagem dos anos 70 para os 80, atua em “Dora Doralina”, de Perry Salles, com quem já havia sido casada e que à época das filmagens estava casado com Vera Fischer, a protagonista do filme; o outro filme é o interessante “Ato de Violência”, de Eduardo Escorel.
 

- “A Pedra” (1967), curta de Abrão Berman;
- “As Amorosas” (1968), de Walter Hugo Khouri;
-“O Bandido da Luz Vermelha” (1969), de Rogério Sganzerla;
- “Juliana do Amor Perdido” (1970), de Sérgio Ricardo;
- “Mestiça, A Escrava Indomável” (1973), de Lenita Perroy;
- “Compasso de Espera” (1973), de Antunes Filho;
- “Dora Doralina” (1978/81), de Perry Salles;

- “Ato de Violência” (1979/80), de Eduardo Escorel.

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