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Foto:
com Lino Sérgio em cena de "Mestiça, A Escrava Indomável" 91973),
Filha de judeus, Miriam Mehler nasceu
em Barcelona, em 1935, para onde seus pais foram fugidos da perseguição de
Hitler na Alemanha nazista. Em 1938, a família desembarca no Brasil. Formada na
Escola de Arte Dramática no final dos anos 50, Mirim Mehler estreou nos palcos
em grande estilo: no marco “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco
Guarnieri, encenado pelo Arena. Começava aí uma das mais extensas carreiras
teatrais, com passagens por algumas das mais importantes companhias como o TBC e
o Oficina, além do Arena, claro. Na tv, faz sucesso no Teatrinho Trol e em inúmeras
novelas, como “Redenção”, em 1966, como a sofrida Ângela, outro marco, só
que desta vez da teledramaturgia brasileira. Míriam Mehler estréia no cinema
no curta “A Pedra”, de Abrão Berman, em 1967. No primeiro longa, dubla
Jacqueline Myrna no clássico “As Amorosas” (1968), de Walter Hugo Khouri.
Depois de fazer uma ponta em “O Bandido da Luz Vermelha” (1969), outro clássico,
dessa vez de Rogério Sganzerla, atua novamente como dubladora em “Juliana do
Amor Perdido” (1970), filme “cult” de Sérgio Ricardo, para a personagem
de Maria do Rosário Nascimento e Silva, protagonista do filme. Seu primeiro
papel de destaque acontece em 1973, em “Mestiça, A Escrava Indomável”, de
Lenita Perroy, pelo qual é premiada. Ainda em 1973, Miriam Mehler faz mais
uma dublagem, dessa vez para Renée de Vielmond, em “Compasso de Espera”, único
filme dirigido pelo mestre do teatro, Antunes Filho. Na passagem dos anos 70
para os 80, atua em “Dora Doralina”, de Perry Salles, com quem já havia
sido casada e que à época das filmagens estava casado com Vera Fischer, a
protagonista do filme; o outro filme é o interessante “Ato de Violência”,
de Eduardo Escorel. - “A Pedra” (1967), curta de Abrão
Berman; |
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