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186 – MEIRE VIEIRA
*Rio de Janeiro, RJ
As
pornochanchadas, comédias e dramas eróticos das décadas de 70 e 80, revelaram
uma galeria maravilhosa de musas do Cinema Nacional. E entre elas está Meire
Vieira, uma de suas maiores rainhas.
Meire
Vieira estreou no cinema em 1972. Antes disso, vivia como modelo e manequim, além
de ser dona de um boutique no Rio de Janeiro. Descoberta por Pedro Carlos Róvai,
estréia no cinema em `A Viúva Virgem´, título da primeira fase das
pornochanchadas e uma das maiores bilheterias da época. A atriz inicia uma
carreira extensa nas telas do cinema durante as décadas de 70 e 80, somando
quase quatro dezenas de filmes no currículo. Meire Vieira atuou em
pornochanchadas dirigidas por vários nomes do gênero, como Roberto Machado,
Victor di Mello, Ary Fernandes, Alcino Diniz, Carlo Mossy, Antonio Melliande,
José Miziara, Alfredo Sternnheim e o mestre Jean Garret. Na televisão,
participa da minissérie `Bandidos da Falange´, de Doc Comparato e Aguinaldo
Silva, em 1983.
Um
dos grandes momentos de Meire Vieira nas telas é com o cineasta que a
descobriu, Pedro Carlos Róvai, em `Ainda Agarro Essa Vizinha´, em 1974, outro
grande sucesso. A atriz está impagável como a mulher casada fogosa e
auto-repressora. Meire Vieira
brilha também em dois importantes filmes dirigidos pelo mestre Carlos
Reichenbach, `A Ilha dos Prazeres Proibidos´ e o belíssimo `O Império do
Desejo´, além de atuar em `Nunca Fomos Tão Felizes´, o mais belo filme de
Murilo Salles.
-
`A Viúva Virgem´ (1972), de Pedro Carlos Róvai;
- `O Supercareta´ (1972), de Ronaldo Lupo;
- `Uma Virgem na Praça´ (1973), de Roberto Machado;
- `O Libertino´ (1973), de Victor Lima;
- `O Fraco do Sexo Forte´ (1973), de Osíris Parcifal de Figueroa;
- `Divórcio à Brasileira´ (1973), de Ismar Porto;
- `As Depravadas´ (1973), de Geraldo Affonso Miranda;
- `Como É Boa Nossa Empregada´ (1973), de Ismar Porto e Victor di Mello;
- `O Marido Virgem´ (1974), de Saul Lachtermacher;
- `Ainda Agarro Essa Vizinha´ (1974), de Pedro Carlos Róvai;
- `Uma Mulata Para Todos´ (1975), de Roberto Machado;
- `Quando Elas Querem... e Eles Não´ (1975), de Ary Fernandes;
- `As Loucuras de um Sedutor´ (1975), de Alcino Diniz;
- `Com as Calças na Mão´ (1975), de Carlo Mossy;
- `Cada Um Dá O Que Tem´ (1975), de Sílvio de Abreu;
- `O Quarto da Viúva´ (1976), de Sebastião de Souza;
- `Possuída pelo Pecado´ (1976), de Jean Garret;
- `As Mulheres que dão Certo´ (1976), de Lenine Otoni e Adnor Pitanga;
- `Presídio de Mulheres Violentadas´ (1977), de Luiz Castellini, Oswaldo de
Olviera e Antonio P. Galante;
- `Pintando o Sexo´ (1977), de Jairo Carlos e Egídio Eccio;
- `Escola Penal de Meninas Violentadas´ (1977), de Antonio Meliande;
- `Deu a Louca nas Mulheres´ (1977), de Roberto Machado;
- `Bonitas e Gostosas´ (1978), de Carlo Mossy;
- `Quanto Mais Pelada... Melhor´ (1979), de Ismar Porto;
- `Nos Tempos da Vaselina´ (1979), de José Miziara;
- `A Noite dos Imorais´ (1979), de Reynaldo Paes de Barros;
`Histórias que Nossas Babás Não Contavam´ (1979), de Oswaldo de
Oliveira;
- `A Ilha dos Prazeres Proibidos´ (1979), de Carlos Reichenbach;
- `A Prisão´ (1980), de Oswaldo de Oliveira;
- `O Fotógrafo´(1980), de Jean Garret;
- `Corpo Devasso´ (1980), de Alfredo Sternheim;
- `As Prostitutas do Dr. Alberto´ (1981), de Alfredo Sternheim;
- `Anarquia Sexual´ (1981), de Antonio Meliande;
- `O Império do Desejo´ (1981), de Carlos Reichenbach;
- `Tensão e Desejo´ (1983), de Alfredo Sternheim;
- `Nunca Fomos Tão Felizes´ (1984), de Murilo Salles.
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