Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

ATRIZES
Sala Isabel Ribeiro

DIRETORAS
Sala Ana Carolina

POR TRÁS DAS CÂMERAS
Sala Betty Faria
ENTREVISTAS
Sala Dina Sfat
ELAS POR ELES
Sala Lilian Lemmertz
CRÍTICAS
Sala Adriana Prieto

Sala Zezé Macedo
Datas

Arquivo Geral
Referências
O Site
Comentários
Contato




089 – MATILDE MASTRANGI
1953, *São Paulo, SP



Foto: cena de "Já não se faz Amor como Antigamente" (1976),
episódio de Adriano Stuart


A Boca do Lixo, ponto de encontro e de produção das famosas pornochanchadas da década de 70, revelou e/ou reafirmou diretores como Fauzi Mansur, Ody Fraga e David Cardoso. Por lá, transitaram também cineastas autorais como Carlos Reichenbach e Walter Hugo Khouri, e formaram-se outros como Guilherme de Almeida Prado. E a bela Matilde Mastrangi marcou presença em todas essas correntes.

Matilde Mastrangi começou sua carreira como dançarina no Programa Silvio Santos, atuando, posteriormente, como modelo fotográfico. Estréia em 1974, no filme ‘As Cangaceiras Eróticas’, de Roberto Mauro, momento em que o cinema brasileiro lotava as salas do país com as comédias eróticas conhecidas como pornochanchadas. A atriz se torna uma das musas do gênero, atuando sob a direção dos cineastas mais importantes do filão, como Fauzi Mansur, Ody Fraga, Adriano Stuart, John Doo e David Cardoso. Em 1982 é convidada pelo autoral Walter Hugo Khouri, que também realizou filmes na Boca do Lixo, para o belo ‘Amor Estranho Amor’.

Em 1983, Matilde Mastrangi é escalada para ‘Flor do Desejo’, de Guilherme de Almeida Prado, diretor formado pela Boca e que iria se destacar no cinema brasileiro da década de 80. A atriz marca presença nos filmes do cineasta, com participação em ‘A Dama do Cine Shanghai’ e ‘A Hora Mágica’. Matilde Mastrangi tem poucas passagens pela televisão – ‘Vereda Tropical’ (1984), ‘Cortina de Vidro’ (1989); quadro no programa Goulart de Andrade (1988) - e incursões pelo teatro. É casada com o ator Oscar Magrini.

 - ‘As Cangaceiras Eróticas’ (1974), de Roberto Mauro;
- ‘Cada Um Dá o que Tem’ (1975), de John Herbert, Adriano Stuart e Silvio Abreu;
- ‘Bacalhau’ (1975), de Adriano Stuart;
- ‘Já não se faz Amor como Antigamente’ (1976), de Anselmo Duarte, John Herbert e Adriano Stuart;
- ‘Incesto’ (1976), de Fauzi Mansur;
- ‘Emanuelle Tropical’ (1977), de J. Marreco;
- ‘Palácio de Vênus’ (1980), de Ody Fraga;
- ‘A Noite das Taras’ (1980), de David Cardoso, John Doo e Ody Fraga;
- ‘As Intimidades de Analu e Fernanda’ (1980), de José Miziara;
- ‘Volúpia do Prazer’ (1981), de Rubens Eleutério;
- ‘Pornô!’ (1981), de David Cardoso, Luiz Castellini e John Doo;
- ‘A Cobiça do Sexo’ (1981), de Mozael Silveira;
- ‘Pecado Horizontal’ (1982), de José Miziara;
- ‘A Noite das Taras II’ (1982), de Ody Fraga e Claudio Portioli;
- ‘Amor Estranho Amor’ (1982), de Walter Hugo Khouri;
- ‘Tudo na Cama’ (1983), de Antonio Meliande;
- ‘Flor do Desejo’ (1983), de Guilherme de Almeida Prado;
- ‘Corpo e Alma de Uma Mulher’ (1983), de David Cardoso;
- ‘Erótica, a Fêmea Sensual’ (1984), de Ody Fraga;
- ‘Caçadas Eróticas’ (1984), de David Cardoso e Claudio Portioli;
- ‘A Dama do Cine Shanghai (1987), de Guilherme de Almeida Prado;
- ‘A Hora Mágica’ (1998), de Guilherme de Almeida Prado
 

sala   indice arquivo   Home