Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
e fazem a história do Cinema Nacional

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004 – MARTA ANDERSON
20 de maio e 1945, *Vila Velha, ES


Foto: com Grande Otelo em cena de "O Rei do Baralho" (1973)
de Júlio Bressane

Carinhosa e, voluptosamente, chamada de `Marilyn Monroe da Boca do Lixo´, onde reinou em várias pornochanchadas, a bela Marta Anderson é uma das musas do Cinema Nacional da década de 70. Com uma filmografia que vai até a metade dos anos 80, sua carreira abriga também nomes fundamentais do Cinema Nacional como Julio Bressane e Carlos Reichenbach.

Depois de ser eleita Miss Espírito Santo, Marta Anderson ganha projeção e torna-se uma das vedetes de Carlos Machado. Estréia no cinema e na televisão na década de 70, sendo `Como Ganhar na Loteria Sem Perder a Esportiva`, de J. B. Tanko, em 1971, seu primeiro filme. A atriz desenvolve uma carreira extensa nas telas, e em seu segundo filme é dirigida por um dos cineastas mais importantes do cinema brasileiro, Julio Bressane, em `O Rei do Baralho`. As pornochanchadas da década de 70 encontraram em Marta Anderson um tipo ideal, onde foi dirigida por nomes do gênero, como Carlo Mossy e Levi Salgado. Porém, identifica-la apenas com esse segmento não dá conta da abrangência de seu significado, já que ao mesmo tempo marcava presença na tv em novelas de Dias Gomes, Mário Prata e Bráulio Pedroso - `O Bem Amado`, `O Espigão`, `Sem Lenço e Sem Documento` e `O Pulo do Gato`- , e no cinema chamava a atenção de cineastas que flertavam com as pornochanchadas como um signo interessante para desenvolvimento de seus trabalhos.

Em 1978 Júlio Bressane escala novamente Marta Anderson para sua galeria, e ela participa de mais um ´cult´do diretor, `O Gigante da América`. O Mesmo se dá com Carlos Reichenbach, que desenvolveu um olhar transformador partindo de dentro das pornochanchadas, e a convida para ´O Império do Desejo`, em 1978. A atriz se afasta das telas no final da década de 80, passa por problemas de saúde, mas deixa seu nome gravado no cinema brasileiro.

 - `Como Ganhar na Loteria Sem Perder na Esportiva` (1971), de J. B. Tanko;
- `O Rei do Baralho` (1973), de Júlio Bressane;
- `O Padre Que Queria Pecar´ (1975), de Lenine Ottoni
- `As Mulheres que Dão Certo´ (1976), episódio de Lenine Ottoni;
-`As Loucuras de Um Sedutor` (1976), de Alcino Diniz;
- `Dona Flor e Seus Dois Maridos` (1976), de Bruno Barreto;
- `Sabendo Usar Não Vai Faltar` (1976), de Sidnei Paiva Lopes, Francisco Ramalho Jr., Adriano Stuart;
- `As Mulheres Que Dão Certo` (1976), de Lenine Otoni e Adnor Pitanga;
- `Massagistas Profissionais` (1976), de Carlo Mossy;
- `Deu a Louca nas Mulheres` (1977), de Roberto Machado;
- `O Garanhão no Lago das Virgens´ (1977), de Marcos Lyra;
- `A Mulata Que Queria Pecar´ (1977), de Victor di Mello;
- `O Gigante da América` (1980), de Júlio Bressane;
- `O Preço do Prazer` (1979), de Levy Salgado;
- `Prova de Fogo` (1980), de Marco Altberg;
- `O Torturador` (1980), de Antonio Calmon;
- `A Prisão` (1981), de Oswaldo  Oliveira;
- `O Império do Desejo` (1981), de Carlos Reichenbach;
- `Mulher de Programa´ (1981), de Luís de Miranda Corrêa;
- `Perdidos no Vale dos Dinossauros` (1986), de Michele Massimo Tarantini

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