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Marlene
França

Com cerca de 40 filmes no currículo, a bela baiana Marlene França é um caso
ímpar de atriz brasileira essencialmente cinematográfica que começou a
carreira nas telas ainda criança, marcando presença constante no Cinema
Nacional até a maturidade.
Marlene França nasceu no sertão
baiano, em Uauá, em 1943. De família pobre, segundo o Dicionário dos Atores
e Atrizes foi descoberta por Alex Viany em 1957 aos 13 anos, vendendo
doces na feira. O cineasta a convida para o episódio `Ana`do filme `Rosa
dos Ventos`, uma co-produção Brasil-Alemanha.
Em
1959 participa de `Fronteiras do Inferno`, de Walter Hugo Khouri, e se consagra
no ano seguinte ao atuar no sucesso popular `Jeca Tatu`, com Mazzaropi, dirigido
por Milton Amaral, com quem se casa.
Marlene França
participa de vários filmes rurais na década de 60, desaguando nas comédias eróticas,
popularmente chamadas de pornochanchadas, da década de 70, período em que também
atua em filmes de outras correntes.
No filão das
pornochanchadas é dirigida por expoentes do gênero, com destaque para os
filmes de Fauzi Mansur – em 1973 recebe o Prêmio Governador do Estado por `A
Noite do Desejo `.
Em 1976 volta a ser premiada, dessa vez em Gramado, pelo
filme `Crueldade Mortal`, de Luiz Paulino dos Santos.
Marlene França atuou em poucas novelas na década de 60, sempre privilegiando o
cinema, onde tem uma filmografia extensa e que abriga nomes importantes do
cinema, como Jorge Ileli, Carlos Coimbra, Luis Sérgio Person, Ozualdo
Candeias, Rubem Biáfora, Ody Fraga e Roberto Santos – além dos citados
anteriormente.
Desde o início
da carreira se interessa também pelo outro lado das câmeras, desempenhando a
função de continuísta em vários filmes.
A partir dos
anos 80, envereda também para a direção, com três curtas no currículo:
`Frei
Tito`(1983);
`Mulheres da Terra` (1985);
`Meninos de Rua`(1988).
Filmes como atriz:
- `Rosa dos Ventos` (1957), episódio
`Ana`, dirigido por Alex Viany;
- `Fronteiras do Inferno` (1959), de Walter Hugo Khouri;
- `Jeca Tatu` (1960), de Milton Amaral;
- `A Morte Comanda o Cangaço` (1961), de Carlos Coimbra e Walter Guimarães
Motta
- `Mulheres e Milhões` (1961), de Jorge Ileli;
- `Três Cabras de Lampião` (1962), de Aurélio Teixeira;
- `O Cabeleira` (1963), de Milton Amaral;
- `Lampião, o Rei do Cangaço` (1964), de Carlos Coimbra;
- `Panca de Valente` (1968), de Luis Sérgio Person;
- `O Pequeno Mundo de Marcos' (1968), de Geraldo Vietri;
- `O Agente da Lei' (1969), de Ary Fernandes;
- `Se Meu Dólar Falasse' (1970), de Carlos Coimbra;
- `Até o Último Mercenário' (1971),d e Ary Fernandes, Penna Filho:
- `Uma Verdadeira História de Amor` (1971), de Fauzi Mansur;
- `Lua de Mel e Amendoim` (1971), de Fernando de Barros e Pedro Carlos Róvai;
- `Sinal Vermelho – As Fêmeas` (1972), de Fauzi Mansur;
- `Janaína, A Virgem Proibida` (1972), de Olivier Perroy;
- `A Infidelidade ao Alcance de Todos` (1972), de Aníbal Massaini Neto e
Olivier Perroy
- `A Herdeira Rebelde' (1972), de Nelson Teixeira Mendes;
- `Trindade... É Meu Nome' (1973), de Edward Freund;
- `Uma Negra Chamada Tereza` (1973), de Fernando Campos;
- `A Noite do Desejo` (1973), de Fauzi Mansur;
- `Caçada Sangrenta` (1974), de Ozualdo Candeias;
- `O Supermanso' (1974), de Ary Fernandes;
- `A Casa das Tentações` (1975), de Rubem Biáfora;
- `Bacalhau` (1975), de Adriano Stuart;
- `A Noite das Fêmeas` (1976), de Fauzi Mansur;
- `O Mulherengo` (1976), de Fauzi Mansur;
- `Crueldade Mortal` (1976), de Luiz Paulino dos Santos;
- `Mulher Desejada` (1978), de Alfredo Sternheim;
- `O Estripador de Mulheres' (1978), de Juan Bajon;
- `Paula – A História de Uma Subversiva` (1979), de Francisco Ramalho Jr;
- `A Dama da Zona` (1979), de Ody Fraga;
- `O Bem-dotado – O Homem de Itu` (1979), de José Miziara;
- `Nasce Uma Mulher` (1983), de Roberto Santos;
- `Quincas Borba` (1987), de Roberto Santos.
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