Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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178 – MARLENE
22 de novembro de 1924, *São Paulo, SP

 

Foto: com Luiz Delfino em cena de "Tudo Azul" (1952),
de Moacyr Fenelon

Vários cantores e cantoras que reinavam na Era de Ouro do Rádio  marcaram presença nas chanchadas dos anos 40 e 50. As comédias musicais  lotavam os cinemas brasileiros e também revelavam ou confirmavam o talento de uma extensa galeria de comediantes. Muitos desses cantores e cantoras apresentavam apenas seus números musicais, outros atuavam, inclusive, com papel de destaque. Como a cantora Marlene. 

Marlene já cantava desde criança, mas se profissionaliza ao ingressar na Rádio Tupi aos 16 anos. Como cantora, integra o `cast´ de várias emissoras, até o triunfo na Rádio Nacional, onde ingressa em 1948. No ano seguinte é eleita a `Rainha do Rádio´, depois do reinado de 11 anos de Linda Batista e um ano de Dircinha Batista, voltando a se eleger em 1950 - data dessa época a famosa rivalidade com Emilinha Borba, em guerra declarada pelos seus respectivos fãs-clubes. Marlene estréia no cinema em 1945, em atuação elogiada em `Pif Paf´, uma produção da Cinédia, dirigida pelos mestres Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga – esse último, o criador do estúdio. Marlene marcará presença em vários produções da Cinédia, sendo outro grande momento a atuação em ´Um Beijo Roubado´, de 1950. 

Sucesso no rádio, nos cassinos e nas telas, Marlene marcará presença em vários filmes, em alguns atuando e em outros apenas apresentando números musicais. Outro bom momento seu como  atriz é em `Tudo Azul´, em que, inclusive, interpreta a clássica `Lata D`água´, um de seus maiores sucessos. Marlene faz sucesso também como atriz de teatro e atua em novelas, como `O Amor É nosso`, em 1981 e `Viver a Vida´, em 1984. Com quase duas dezenas de filmes no currículo, sua trajetória nas telas vai dos anos 40 até o início dos anos 80.

- ´Pip-Paf´ (1945), de Luiz de Barros e Adhemar Gonzaga;
- ‘Loucos Por Música´ (1945/50), de Adhemar Gonzaga;.
- `Caídos do Céu´ (1946), de Luiz de Barros;
- `Esta é Fria´ (1948), de Moacyr Fenelon e Luiz de Barros;
- `Pra Lá de Boa´ (1949), de Luiz de Barros;
- `Caminhos do Sul´ (1949), de Fernando de Barros;
- `Um Beijo Roubado´ (1950), de Leo Merten;
- `Todos Por Um´ (1950), de José Cajado Filho;
- `Tudo Azul´ (1952), de Moacyr Fenelon;
- `Balança, mas não cai´ (1953), de Paulo Wanderley;
- `Matar ou Correr´ (1954), de Carlos Manga;
- `O Cantor e o Milionário´ (1958), de José Carlos Burle;
- `Quem Roubou Meu Samba?´ (1959), de José Carlos Burle e Hélio Barroso;
- `Carnaval Barra Limpa´ (1967), de J.B. Tanko;
- A Volta do Filho Pródigo´ (1978), de Ipojuca Pontes;
- `Profissão Mulher´ (1982), de Cláudio Cunha.  

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