Mulheres do Cinema Brasileiro - Ano 3
Um mapeamento das mulheres que fizeram
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096 – MARISA PRADO
26 de dezembro de 1932 – 12 de fevereiro de 1982, *Araçatuba, SP


 

Foto: com Xandó Batista, Mazzaropi e Adoniran Barbosa em cena
de "Candinho" (1954), de Abílio Pereira de Almeida


A Companhia Vera Cruz, tentativa paulista de industrialização do cinema brasileiro no final da década de 40, ofereceu mais algumas estrelas para o panteão das telas nacionais. E a bela Marisa Prado, com certeza, foi uma delas.

Ao sair de sua Araçatuba natal, ainda na infância, para viver em São Bernardo do Campo, Marisa Prado estava carimbando seu passaporte futuro para o cinema nacional. Mais que isso, tornaria-se estrela da Vera Cruz e ficaria conhecida internacionalmente, ao co-protagonizar o sucesso mundial `O Cangaceiro`. Marisa Prado trabalhava na Companhia Vera Cruz quando é convidada para um teste para `Terra é Sempre Terra`; ganha o papel principal – sem nunca ter atuado antes - e recebe o prêmio Saci de Melhor Atriz. Em seguida, participa de mais três filmes da produtora.

`O Cangaceiro´ proteja a atriz internacionalmente, e Marisa Prado desenvolve carreira prestigiosa no estrangeiro, em produções na Espanha, Portugal, México e Cuba. Seu último trabalho para o Brasil foi a co-produção brasileira-portuguesa, `As Pupilas do Senhor Reitor´, dirigida pelo cineasta português Perdigão Queiroga, onde contracena com Anselmo Duarte.  A atriz, que passara a viver na Franca – seu segundo marido é embaixador cubano em Paris - abandona o cinema no início da década de 60. Marisa Prado morreu aos 80 anos, no Cairo, em circunstâncias ainda hoje não totalmente esclarecidas.

 - `Terra É Sempre Terra` (1951), de Tom Payne;
- `Tico-Tico no Fubá` (1952), de Adolfo Celi;
- `O Cangaceiro` (1953), de Lima Barreto;
- `Candinho` (1954), de Abílio Pereira de Almeida;
- `As Pupilas do Senhor Reitor` (1961), co-produção de Perdigão Queiroga.  

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